O que se sabe sobre o terremoto no Tibete?
Um terremoto de magnitude 7,0 atingiu o norte do Tibete, na China, nesta quinta-feira, 22 de outubro de 2026. O tremor ocorreu às 22h33 no horário local, equivalente a 11h33 em Brasília, em uma área de grande altitude e relativamente pouco povoada.
O epicentro foi registrado na região de Nagqu, a aproximadamente 400 quilômetros de Lhasa, capital do Tibete. O abalo aconteceu a cerca de 10 quilômetros de profundidade, segundo o Centro de Redes de Terremotos da China (CENC). O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estimou a profundidade em 18 quilômetros.
Houve vítimas ou destruição?
As primeiras informações divulgadas pela Reuters apontaram pelo menos duas pessoas feridas, além de danos estruturais, incluindo rachaduras em casas próximas ao epicentro. Equipes de resgate e bombeiros foram mobilizadas para avaliar a situação.
Também foram registrados tremores secundários de magnitudes entre 3 e 4 após o abalo principal. O número de vítimas e a extensão total dos danos ainda precisavam ser esclarecidos pelas autoridades.
Por que a região sofre terremotos tão fortes?
O Tibete está situado em uma área de intensa atividade sísmica, onde a placa tectônica Indiana avança contra a placa Eurasiática. Esse movimento geológico contribuiu para a formação do Himalaia e acumula tensões na crosta terrestre, que podem ser liberadas na forma de terremotos.
A região já sofreu outros abalos devastadores. Em janeiro de 2025, um terremoto de magnitude 6,8 matou 126 pessoas no sul do Tibete e deixou outras 188 feridas.
Existe risco de tsunami?
Não há indicação de ameaça de tsunami associada a este terremoto, pois o epicentro está em uma região continental, distante do oceano. A principal preocupação é a possibilidade de danos a construções, deslizamentos em áreas montanhosas e novos tremores secundários.
A situação permanece sob monitoramento. A magnitude elevada e a pouca profundidade tornam importante a avaliação das estruturas e das comunidades próximas, mesmo em uma área de baixa densidade populacional.
Fontes: Reuters, Folha de S.Paulo e Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), em 22 de outubro de 2026.