Ouvir rádio

Pausar rádio

Offline
Depois do Silêncio
Você pode seguir em frente sem esquecer o que viveu
Por Katia Santos - Psicóloga
Publicado em 22/10/2026 10:50 • Atualizado 22/10/2026 10:54
Depois do Silêncio

Você pode seguir em frente sem esquecer o que viveu.

 

Seguir  em frente não significa fingir que nada aconteceu.

 

Depois de uma relação dolorosa, algumas mulheres sentem que precisam superar tudo rapidamente. Voltar a sorrir, recuperar a confiança, deixar de sentir saudade e demonstrar que estão bem.

 

Mas a reconstrução emocional não acontece em uma linha reta.

 

Existem dias em que você percebe o quanto avançou e outros em que uma lembrança, uma música ou um lugar desperta sentimentos que pareciam adormecidos.

 

E, quando isso acontece, talvez você se pergunte: “Por que ainda sinto isso? Será que não superei?”

 

Mas sentir não significa necessariamente retroceder.

 

Uma experiência pode ter terminado e, ainda assim, continuar fazendo parte da sua história. Você pode sentir tristeza pelo que aconteceu, saudade de determinados momentos ou frustração pelo futuro que imaginou e não viveu.

 

Também pode reconhecer que existiram momentos bons sem ignorar aquilo que lhe fez mal.

 

Você não precisa transformar toda a sua história em algo ruim para reconhecer que determinada relação não lhe fazia bem.

 

Da mesma forma, não precisa esquecer o que viveu para construir uma vida diferente.

 

O passado pode deixar aprendizados, perguntas e marcas emocionais. Com tempo, apoio e elaboração, é possível encontrar outras formas de compreender essa experiência, sem permitir que ela determine todas as suas escolhas futuras.

 

Seguir em frente não significa deixar de sentir. Significa, aos poucos, conseguir viver sem que tudo o que aconteceu ocupe o centro da sua vida.

 

Não existe um prazo universal para se recuperar de uma experiência dolorosa. Comparar seu processo com o de outras pessoas pode aumentar a cobrança e desconsiderar a singularidade da sua história.

 

Respeite seu tempo. Reconheça os pequenos avanços. Procure pessoas com quem possa conversar de maneira segura e, se sentir necessidade, busque acompanhamento psicológico.

 

Você não precisa provar a ninguém que está bem.

 

Você pode reconhecer o que viveu sem precisar continuar vivendo em função disso.

 

A sua história merece ser acolhida, mas ela não precisa ser o último capítulo da sua vida.

 

Depois do Silêncio
Uma conversa sobre mulheres, relações e recomeços.

 

Katia Santos | Psicóloga
CRP 132502/06
@psicologakatiasantos

Acolhe • Fortalece • Transforma

Comentários
Comentário enviado com sucesso!