O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) mudou de posição sobre o fim da escala de trabalho 6x1. Em 13 de outubro de 2026, anunciou publicamente que votaria a favor da proposta, depois de meses criticando a iniciativa. No dia seguinte, registrou voto favorável à PEC no Senado.
A polêmica surgiu porque, embora tenha apoiado a votação, Flávio também sinalizou a aliados que pretende rever pontos da proposta. Segundo reportagens do SBT News e da Folha de S.Paulo, ele indicou que, caso seja eleito presidente, defenderá mudanças para ampliar a flexibilidade das jornadas e atender às preocupações do setor empresarial.
O que Flávio Bolsonaro defende?
O senador afirmou que a maioria dos trabalhadores brasileiros deseja o fim da escala 6x1 e que, por isso, votaria a favor. Ao mesmo tempo, defendeu maior liberdade para negociar horários e jornadas de trabalho.
Ele também argumentou que a redução da jornada pode elevar os custos das empresas e declarou que o governo federal deveria compensar financeiramente esses gastos.
Ele quer acabar com a escala 6x1 novamente?
A informação mais importante é que não há anúncio de uma nova PEC de autoria de Flávio Bolsonaro especificamente para derrubar a mudança aprovada. O que foi noticiado é que ele pretende apoiar a revisão das regras e que o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, anunciou a intenção de apresentar, em 2027, uma proposta alternativa chamada PEC das Horas Trabalhadas.
A alternativa defendida pelo grupo prevê mais flexibilidade na relação entre trabalhadores e empregadores, com possibilidade de pagamento por hora trabalhada. Críticos alertam que esse modelo pode resultar em rendimentos mensais menos previsíveis e não oferece as mesmas garantias da proposta que reduz a jornada sem diminuir os salários.
O que muda para os trabalhadores?
A PEC aprovada pelo Senado em 14 de outubro prevê reduzir gradualmente a jornada semanal máxima de 44 para 40 horas, garantir dois dias de descanso por semana e manter os salários. A votação terminou com 75 votos favoráveis e um contrário em cada turno. O texto segue para promulgação.
Na prática, a controvérsia é esta: Flávio votou a favor do fim da escala 6x1, mas seu grupo político também pretende propor mudanças que podem alterar a forma como a jornada será organizada.
Por que isso importa? Porque apoiar o fim da escala 6x1 não significa necessariamente apoiar todas as regras da proposta. O ponto central será saber se eventuais mudanças manterão os dois dias de descanso, a proteção salarial e os direitos trabalhistas previstos no texto aprovado.