Quando foi questionado sobre como pretende proteger a população dos efeitos das mudanças climáticas, ele respondeu que a melhor forma seria oferecer saneamento básico, mencionando tratamento de esgoto, água tratada e combate aos lixões.
Antes disso, porém, Flávio também afirmou que considera eventos de calor extremo, chuvas intensas e secas como fenômenos cíclicos e disse não considerar que estejam diretamente relacionados apenas à ação humana.
O que isso significa?
A fala não significa que saneamento básico seja inútil para enfrentar problemas ambientais. Saneamento é, de fato, fundamental para saúde pública, qualidade da água, controle de doenças e redução de impactos ambientais.
O ponto controverso é apresentar o saneamento como principal resposta às mudanças climáticas. Ele pode ajudar na adaptação e na redução de vulnerabilidades, mas não substitui políticas de redução de emissões de gases de efeito estufa, prevenção de desastres, proteção de florestas, planejamento urbano e adaptação a eventos extremos.
A própria reportagem da Folha sobre o plano de governo de Flávio registra que sua proposta inclui universalizar o saneamento e ampliar infraestrutura para prevenção de eventos climáticos extremos, mas também observa que o plano não utiliza as expressões “mudança climática” ou “aquecimento global”.