As autoridades sanitárias russas informaram nesta terça-feira (6) que nenhum caso de peste foi identificado entre as pessoas que tiveram contato com uma pesquisadora de 28 anos que morreu na Sibéria.
A mulher trabalhava em um instituto especializado em pesquisas sobre peste, na região de Irkutsk, e morreu após apresentar pneumonia de causa ainda não determinada. Exames realizados após sua morte não encontraram Yersinia pestis ou outros microrganismos relacionados ao trabalho que ela desempenhava.
Por que houve preocupação?
O caso chamou atenção porque a pesquisadora trabalhava justamente em um laboratório especializado em peste. Também surgiram relatos não confirmados de que ela poderia ter sido exposta após um acidente no laboratório.
Como precaução, pessoas que tiveram contato com ela foram colocadas sob observação e um hospital próximo a Irkutsk entrou em quarentena. Cerca de 60% dos isolados já haviam sido liberados.
A OMS informou que os contatos identificados continuam sendo monitorados e que nenhum apresentou sintomas até o momento. A organização também disse que as autoridades russas ainda investigam a causa da morte.
Até agora, portanto, não há evidência de um surto de peste na região. A causa exata da morte da pesquisadora permanece sob investigação.