A Porsche concluiu a venda de suas participações na Bugatti Rimac e na Rimac Group por aproximadamente 1 bilhão de euros, encerrando sua participação direta no negócio que reúne uma das marcas de carros mais exclusivas do mundo. A operação foi concluída em 9 de setembro de 2026, após receber as aprovações regulatórias necessárias.
️ O que foi vendido?
A Porsche não vendeu a Bugatti como uma marca isolada. Ela se desfez de sua participação de 45% na Bugatti Rimac e também de sua participação de aproximadamente 21% na Rimac Group.
A Bugatti Rimac havia sido criada em 2021 como uma joint venture entre a Porsche e a Rimac Group. A estrutura original dava 55% à Rimac e 45% à Porsche.
Agora, as participações da Porsche foram adquiridas por um consórcio internacional liderado pela HOF Capital, com participação da BlueFive Capital e de investidores institucionais dos Estados Unidos e da Europa.
Para onde vai o € 1 bilhão?
A Porsche pretende utilizar € 250 milhões do valor recebido para reforçar o financiamento de suas obrigações com aposentadorias e pensões.
O restante contribui para fortalecer o caixa da empresa e faz parte de uma estratégia maior de concentração no negócio principal da Porsche.
A montadora também elevou sua previsão para a margem de fluxo de caixa líquido da divisão automotiva em 2026: passou de 3%–5% para 5,5%–7,5% após considerar os efeitos da operação.
E quem fica com a Bugatti?
Apesar da saída da Porsche, a Rimac continua como acionista majoritária da Bugatti Rimac, com 55%. O fundador da Rimac, Mate Rimac, continuará tendo papel central na condução da Bugatti.
A mudança é especialmente interessante porque a Bugatti está justamente entrando em uma nova fase tecnológica. Seu atual Tourbillon combina um motor V16 com tecnologia híbrida, mostrando que a marca pretende manter o foco em hipercarros extremamente sofisticados mesmo com a mudança de controle acionário.
Por que a Porsche está saindo?
A venda faz parte de uma estratégia de foco no negócio principal. A Porsche vem enfrentando desafios relacionados à transição para veículos elétricos, investimentos elevados e dificuldades no mercado chinês.
Ao vender suas participações, a empresa transforma um investimento de longo prazo em aproximadamente € 1 bilhão em recursos, ao mesmo tempo em que reduz sua exposição a negócios considerados fora do núcleo principal da fabricante alemã
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