Antes de existirem preservativos, pílulas, DIUs ou qualquer método contraceptivo moderno, havia uma alternativa extremamente simples: não ter relações sexuais.
A abstinência sexual consiste em evitar relações que possam resultar em gravidez. Historicamente, foi uma das formas mais antigas de evitar uma gestação — e continua sendo, quando praticada de maneira completa, uma forma altamente eficaz de prevenir a gravidez.
Como era antigamente?
Em sociedades antigas, a decisão de evitar relações sexuais podia estar relacionada a diferentes motivos:
- desejo de evitar uma gravidez;
- períodos de luto ou rituais religiosos;
- preparação para casamentos;
- crenças culturais;
- períodos considerados "impróprios" para relações;
- decisão pessoal de não manter atividade sexual.
Em algumas culturas, também existiam períodos de abstinência temporária, nos quais o casal evitava relações em determinadas fases da vida ou do ciclo menstrual.
Por que funciona?
A explicação é simples: sem relação sexual vaginal, não há contato do espermatozoide com o óvulo e, consequentemente, não ocorre gravidez por essa via.
O CDC considera a abstinência uma estratégia de prevenção de gravidez e destaca que evitar sexo vaginal, oral e anal também é a maneira mais segura de evitar infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).
⚠️ Mas existe uma diferença importante
Abstinência não é a mesma coisa que "evitar relações apenas nos dias férteis".
A chamada abstinência periódica ou métodos de percepção da fertilidade permitem relações em determinados momentos do ciclo. Esses métodos são menos eficazes, porque a janela fértil pode variar.
Por exemplo, o método dos Dias Padrão exige evitar relações vaginais sem proteção entre os dias 8 e 19 do ciclo e apresenta cerca de 13 gestações a cada 100 usuárias no primeiro ano de uso típico.
Curiosidade histórica
A abstinência provavelmente é mais antiga do que qualquer método contraceptivo físico ou químico conhecido. Enquanto outras práticas históricas tentavam impedir a fecundação depois ou durante a relação, a abstinência eliminava a possibilidade de gravidez simplesmente evitando a relação sexual.
E hoje?
Apesar de ser extremamente eficaz contra gravidez quando mantida de forma completa, pode não ser uma escolha desejada ou sustentável para todas as pessoas.
Por isso, atualmente existem diversas alternativas contraceptivas, como preservativos, pílulas, implantes, DIUs e outros métodos. O preservativo tem ainda uma vantagem importante: além de ajudar a prevenir gravidez, reduz o risco de várias ISTs.