É um caso muito grave ocorrido em Pirituba, na Zona Norte de São Paulo, e que está sendo investigado como homicídio.
Bebê de 1 ano morre após agressões
Uma menina de 1 ano e 3 meses morreu na noite de 1º de setembro, depois de ser levada em estado grave à UPA de Pirituba. Inicialmente, a família teria informado que a criança havia sofrido uma queda de aproximadamente dois metros. Porém, durante o atendimento, os médicos encontraram lesões graves que não seriam compatíveis com uma simples queda, incluindo afundamento craniano e hematomas no abdômen.
A equipe da unidade de saúde acionou as autoridades. A Polícia Civil realizou diligências e localizou o padrasto na residência onde a criança estava sob seus cuidados. Segundo a polícia, ele confessou ter agredido a menina.
O que teria motivado as agressões?
Segundo informações divulgadas pela investigação, o homem teria se irritado com o choro da criança e, por isso, a teria agredido. Ele foi preso em flagrante e deverá responder por homicídio triplamente qualificado, conforme as informações divulgadas até o momento.
A polícia também solicitou exames necroscópico, toxicológico e sexológico. O exame sexológico foi solicitado porque existem suspeitas que precisam ser esclarecidas sobre uma possível violência sexual. Essa hipótese ainda está sob investigação e não está confirmada.
E a mãe?
A mãe contou aos investigadores que havia deixado a filha aos cuidados do companheiro porque precisava trabalhar. Ela prestou depoimento e foi liberada, mas a polícia apura se houve eventual omissão.
O caso está sendo investigado pelo 33º Distrito Policial de Pirituba.
⚖️ Por que o caso é tão grave?
Além da morte de uma criança muito pequena, chama atenção a diferença entre a versão inicial de uma queda e os ferimentos identificados pelos profissionais de saúde. É justamente por isso que exames médicos, perícia e investigação policial serão fundamentais para determinar exatamente como a menina morreu e todas as responsabilidades envolvidas.
Importante: embora o padrasto tenha sido preso e, segundo a polícia, tenha confessado as agressões, as demais circunstâncias do caso ainda estão sendo apuradas pela Justiça e pela Polícia Civil.