Sarampo chega a 28 casos em São Paulo; capital concentra 90%
O estado de São Paulo chegou a 28 casos confirmados de sarampo em 2026, segundo a atualização da Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP). Dois novos casos foram identificados na capital: uma criança com menos de 1 ano e uma mulher na faixa dos 40 anos. As amostras foram analisadas pela Fiocruz.
A distribuição dos casos é:
- 25 casos na cidade de São Paulo — cerca de 90% do total;
- 2 em São Bernardo do Campo;
- 1 em Guarulhos.
Vacinação é o principal alerta
Um dado chama atenção: 20 dos 28 pacientes não tinham registro de vacinação contra o sarampo ou apresentavam o esquema vacinal incompleto. Isso reforça a importância de conferir a caderneta e completar as doses indicadas.
Durante agosto, o estado aplicou mais de 2,5 milhões de doses de vacinas contra o sarampo. A campanha de intensificação terminou em 1º de setembro, mas a vacinação continua disponível nas UBSs conforme o calendário.
Por que os bebês preocupam?
O sarampo é altamente contagioso e pode ser particularmente preocupante em crianças pequenas. A vacinação de rotina prevê a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.
Em regiões com circulação do vírus, porém, existe a chamada “dose zero”, que pode ser aplicada em bebês de 6 a 11 meses. Essa dose é uma proteção adicional e não substitui as duas doses de rotina posteriores.
O cenário vai além de São Paulo
O aumento ocorre em um momento de maior circulação do sarampo nas Américas. Até julho de 2026, a região havia registrado 47.459 casos confirmados, o maior número em mais de duas décadas, segundo dados divulgados pela Opas.
Em resumo: os 28 casos não significam que toda a população de São Paulo esteja em situação de surto generalizado, mas a concentração de casos na capital e o número elevado de pessoas sem vacinação completa justificam o reforço da vigilância e, principalmente, da imunização.