Febre do Nilo Ocidental é rara no Brasil, apesar da disseminação global
A doença voltou a chamar atenção após a confirmação de novos casos no Brasil em agosto de 2026. Segundo as informações mais recentes, foram confirmados dois casos em São Paulo e dois em Santa Catarina, estado que também registrou uma morte. Há ainda um caso provável sob investigação no Piauí. Apesar disso, especialistas ressaltam que a transmissão humana continua sendo considerada rara e eventual no país.
Um vírus disseminado pelo mundo
O vírus do Nilo Ocidental está presente em diferentes regiões da África, Europa, Oriente Médio, Ásia Ocidental e Américas. Ele se mantém principalmente em um ciclo entre aves e mosquitos e ganhou grande atenção internacional após se espalhar pelas Américas a partir do fim dos anos 1990.
Como acontece a transmissão?
A principal forma de infecção é pela picada de mosquitos infectados, especialmente do gênero Culex, conhecido popularmente como pernilongo.
O ciclo acontece, em resumo, assim:
Ave infectada → mosquito pica a ave → mosquito infectado pica um ser humano ou outro animal.
Os seres humanos e os cavalos são considerados hospedeiros acidentais: normalmente, não mantêm uma quantidade de vírus suficiente no sangue para continuar infectando outros mosquitos.
Quais são os sintomas?
A maioria das pessoas infectadas não apresenta sintomas. Quando eles aparecem, podem incluir:
- Febre;
- Mal-estar;
- Dor de cabeça;
- Dor muscular;
- Náuseas e vômitos;
- Dor nos olhos;
- Manchas na pele;
- Gânglios inchados.
Em uma pequena parcela dos casos, a doença pode atingir o sistema nervoso e provocar meningite, encefalite ou paralisia flácida. O Ministério da Saúde estima que cerca de 1 em cada 150 pessoas infectadas desenvolva doença neurológica grave.
Por que o Brasil está em alerta?
O alerta não significa que exista uma epidemia de Febre do Nilo Ocidental no país. A preocupação é reforçar a vigilância epidemiológica, identificar possíveis áreas de circulação do vírus e investigar cada caso.
Em São Paulo, os dois primeiros casos humanos registrados no estado foram confirmados recentemente: uma mulher de Ribeirão Preto, que já se recuperou, e uma jovem de São José do Rio Preto, que permanecia sob cuidados médicos no momento da divulgação.
️ Como prevenir?
Como não existe vacina para uso humano nem tratamento antiviral específico, a prevenção depende principalmente de evitar picadas de mosquitos:
- usar repelente;
- utilizar roupas que cubram parte do corpo;
- instalar telas em portas e janelas;
- eliminar locais que favoreçam a presença e reprodução de mosquitos;
- redobrar os cuidados em áreas rurais ou silvestres.