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FEBRE NO NILO OCIDENTAL É RARA NO BRASIL, APESAR DA DISSEMINAÇÃO GLOBAL
Por JOAO BISPO
Publicado em 26/08/2026 07:37
Notícia

A Febre do Nilo Ocidental é uma doença viral transmitida principalmente pela picada de mosquitos infectados. Embora o vírus esteja presente em diversas regiões do mundo, os casos humanos no Brasil são considerados raros, o que torna a doença pouco conhecida pela população.

Febre do Nilo Ocidental é rara no Brasil, apesar da disseminação global

A doença voltou a chamar atenção após a confirmação de novos casos no Brasil em agosto de 2026. Segundo as informações mais recentes, foram confirmados dois casos em São Paulo e dois em Santa Catarina, estado que também registrou uma morte. Há ainda um caso provável sob investigação no Piauí. Apesar disso, especialistas ressaltam que a transmissão humana continua sendo considerada rara e eventual no país.

Um vírus disseminado pelo mundo

O vírus do Nilo Ocidental está presente em diferentes regiões da África, Europa, Oriente Médio, Ásia Ocidental e Américas. Ele se mantém principalmente em um ciclo entre aves e mosquitos e ganhou grande atenção internacional após se espalhar pelas Américas a partir do fim dos anos 1990.

Como acontece a transmissão?

A principal forma de infecção é pela picada de mosquitos infectados, especialmente do gênero Culex, conhecido popularmente como pernilongo.

O ciclo acontece, em resumo, assim:

Ave infectada → mosquito pica a ave → mosquito infectado pica um ser humano ou outro animal.

Os seres humanos e os cavalos são considerados hospedeiros acidentais: normalmente, não mantêm uma quantidade de vírus suficiente no sangue para continuar infectando outros mosquitos.

Quais são os sintomas?

A maioria das pessoas infectadas não apresenta sintomas. Quando eles aparecem, podem incluir:

  • Febre;
  • Mal-estar;
  • Dor de cabeça;
  • Dor muscular;
  • Náuseas e vômitos;
  • Dor nos olhos;
  • Manchas na pele;
  • Gânglios inchados.

Em uma pequena parcela dos casos, a doença pode atingir o sistema nervoso e provocar meningite, encefalite ou paralisia flácida. O Ministério da Saúde estima que cerca de 1 em cada 150 pessoas infectadas desenvolva doença neurológica grave.

 Por que o Brasil está em alerta?

O alerta não significa que exista uma epidemia de Febre do Nilo Ocidental no país. A preocupação é reforçar a vigilância epidemiológica, identificar possíveis áreas de circulação do vírus e investigar cada caso.

Em São Paulo, os dois primeiros casos humanos registrados no estado foram confirmados recentemente: uma mulher de Ribeirão Preto, que já se recuperou, e uma jovem de São José do Rio Preto, que permanecia sob cuidados médicos no momento da divulgação.

️ Como prevenir?

Como não existe vacina para uso humano nem tratamento antiviral específico, a prevenção depende principalmente de evitar picadas de mosquitos:

  • usar repelente;
  • utilizar roupas que cubram parte do corpo;
  • instalar telas em portas e janelas;
  • eliminar locais que favoreçam a presença e reprodução de mosquitos;
  • redobrar os cuidados em áreas rurais ou silvestres.
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