O alerta é sério: produtos de origem desconhecida, falsificados ou sem registro sanitário podem ter composição, concentração e condições de armazenamento incertas.
“Canetas do Paraguai”: por que existe risco?
Muitas dessas canetas são apresentadas como se fossem medicamentos para emagrecimento, frequentemente associadas a substâncias como semaglutida ou tirzepatida. Porém, quando o produto é adquirido fora dos canais oficiais, pode ser impossível garantir que:
- o princípio ativo seja realmente aquele indicado no rótulo;
- a concentração esteja correta;
- não haja contaminação;
- o produto tenha sido armazenado adequadamente;
- a fabricação siga padrões de qualidade;
- a dose aplicada corresponda à informada na embalagem.
⚠️ O que pode acontecer?
Um medicamento injetável adulterado ou com concentração desconhecida pode provocar desde náuseas, vômitos, diarreia e desidratação até problemas mais graves, dependendo da substância presente e da quantidade administrada.
No caso de medicamentos semelhantes aos agonistas de GLP-1, o uso inadequado também pode causar hipoglicemia em determinadas combinações de medicamentos, alterações gastrointestinais importantes e pancreatite, entre outros efeitos.
O perigo não está simplesmente em “ser do Paraguai”
É importante fazer essa distinção. O problema é comprar um medicamento sem procedência, sem garantia de registro e sem controle sanitário, independentemente do país de origem.
No Brasil, medicamentos devem ser adquiridos de estabelecimentos autorizados e, quando aplicável, possuir registro ou autorização da Anvisa.
Não é seguro aplicar uma “caneta” de procedência duvidosa só porque ela tem uma embalagem semelhante à de um medicamento conhecido. Se alguém já utilizou um produto desse tipo e apresentou sintomas importantes, deve procurar atendimento médico e levar a embalagem ou o produto utilizado para identificação.