A frase “desastre climático também é falha de planejamento” resume uma ideia importante: eventos extremos, como enchentes, deslizamentos, ondas de calor e secas, podem ter sua gravidade ampliada pela falta de prevenção e de planejamento urbano.
️ A chuva intensa pode ser natural. O desastre, muitas vezes, não precisa ser.
Quando uma cidade cresce sem planejamento, ocupa áreas de risco, impermeabiliza o solo, canaliza rios e não mantém sistemas adequados de drenagem, um episódio de chuva forte pode rapidamente se transformar em uma tragédia.
️ Onde entra o planejamento?
Algumas medidas podem reduzir significativamente os impactos:
- ️ Mapear e evitar ocupações em áreas de risco;
- preservar áreas verdes e várzeas;
- ampliar e manter sistemas de drenagem;
- recuperar rios, córregos e áreas de absorção de água;
- criar sistemas eficientes de alerta e evacuação;
- oferecer alternativas habitacionais para pessoas que vivem em áreas vulneráveis;
- ️ preparar as cidades para ondas de calor e outros eventos extremos;
- garantir planos de emergência para proteger a população.
⚠️ O clima está mudando
O aquecimento global aumenta a frequência ou intensidade de alguns eventos extremos em diversas regiões. Isso significa que governos precisam planejar considerando um clima diferente daquele do passado.
Uma infraestrutura projetada para condições climáticas antigas pode simplesmente não ser suficiente para os extremos atuais.
A grande questão
Não significa dizer que todo desastre é culpa do governo ou que fenômenos naturais possam ser completamente evitados.
A questão é outra:
O fenômeno natural pode ser inevitável; transformar esse fenômeno em uma catástrofe humana muitas vezes pode ser evitado ou reduzido.
Por isso, prevenção, planejamento urbano, fiscalização, infraestrutura e sistemas de alerta são tão importantes quanto a resposta emergencial depois que o desastre acontece.