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VOO INTERNACIONAL DA AZUL ENFRENTA FORTE TURBULêNCIA, 4 PASSAGEIROS SEM CINTO "SAIRAM VOANDO" E SOFRERAM VÁRIAS LESÕES
Por JOAO BISPO
Publicado em 22/08/2026 08:33
Notícia

Um voo internacional da Azul que fazia a rota Campinas (Viracopos)–Orlando, nos Estados Unidos, enfrentou uma turbulência severa enquanto sobrevoava a região amazônica, em novembro de 2022. O caso voltou a repercutir após o Cenipa divulgar o relatório final da investigação nesta sexta-feira (21).

O avião era um Airbus A330, com 193 passageiros e 14 tripulantes. Durante o voo, a tripulação identificou instabilidade no radar meteorológico e chegou a desviar a aeronave. Posteriormente, o alerta de “apertem os cintos” foi acionado e os passageiros foram orientados a retornar aos seus assentos.

O que aconteceu depois?

Cerca de 40 segundos após o aviso, o avião entrou repentinamente em uma área de turbulência severa.

O episódio durou aproximadamente 55 segundos, com o momento mais intenso concentrado em poucos segundos. Foram registrados picos de +1,78 G e -0,35 G, provocando movimentos bruscos da aeronave.

Quatro passageiros que estavam sem o cinto de segurança foram arremessados para cima.

Um deles, que estava no assento 25D, foi projetado para o teto, bateu o braço na poltrona e caiu no corredor. Em Orlando, exames identificaram fratura no punho e em uma vértebra lombar.

Os outros três tiveram ferimentos considerados leves:

  • 25D: fratura no punho e na vértebra lombar — lesões graves;
  • 35C: contusão no abdômen;
  • 26G: contusão na cabeça;
  • 28D: contusão na cabeça.

Nenhum tripulante ficou ferido.

️ Houve falha no avião?

Segundo a investigação do Cenipa, não foi identificada falha mecânica ou erro dos pilotos.

Os equipamentos da aeronave, incluindo o radar meteorológico, estavam funcionando normalmente. O relatório apontou as condições meteorológicas adversas como fator contribuinte para a ocorrência.

Um detalhe importante é que o radar meteorológico não detecta a turbulência diretamente. Ele identifica principalmente áreas de precipitação associadas a tempestades, e algumas zonas de turbulência podem não aparecer claramente no radar.

Por que o cinto é tão importante?

O caso mostra por que especialistas recomendam manter o cinto afivelado durante todo o período em que o passageiro estiver sentado, mesmo quando o aviso luminoso estiver apagado.

Uma turbulência pode acontecer de maneira repentina, sem que haja tempo suficiente para a tripulação avisar os passageiros.

 

O próprio relatório do Cenipa reforçou a necessidade de conscientização dos passageiros para manterem os cintos afivelados independentemente do aviso luminoso.

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