

Um tornado foi registrado no Rio Grande do Sul na terça-feira (28) durante a passagem de um intenso sistema de tempestades associado a uma frente fria e ao avanço de um ciclone extratropical. O fenômeno ocorreu em meio a um cenário de tempo severo que já estava sob alerta do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que havia indicado risco de tempestades intensas e até tornados no estado.
Como aconteceu
As condições atmosféricas eram altamente favoráveis à formação de tempestades severas:
- Encontro de ar quente e úmido com uma massa de ar frio;
- Forte cisalhamento do vento (mudança de velocidade e direção dos ventos com a altitude);
- Desenvolvimento de tempestades do tipo supercélula, que são as mais propensas a produzir tornados.
Danos registrados
O tornado e os temporais provocaram diversos estragos em municípios gaúchos, entre eles:
- Destelhamento de casas;
- Queda de árvores e postes;
- Interrupção no fornecimento de energia elétrica;
- Danos em propriedades rurais e estruturas comerciais.
Em Osório, por exemplo, a Defesa Civil contabilizou 176 casas destelhadas, com rajadas de vento próximas de 100 km/h durante o temporal.
Risco continua
Após o episódio, o Inmet manteve alertas para:
- Chuvas superiores a 100 mm em algumas regiões;
- Possibilidade de alagamentos e transbordamento de rios;
- Novas tempestades com granizo, raios e ventos fortes.
Tornados são comuns no Rio Grande do Sul?
Embora sejam considerados raros, o Rio Grande do Sul está localizado no chamado "Corredor dos Tornados da América do Sul", uma região que também abrange partes de Santa Catarina, Paraná, Uruguai e Argentina. Nessa área, o encontro de massas de ar de características muito diferentes favorece a formação de tempestades intensas e, ocasionalmente, de tornados.
Até o momento, os meteorologistas seguem analisando imagens, vídeos e os padrões de danos para confirmar a intensidade oficial do tornado pela Escala Fujita Aprimorada (EF), utilizada para classificar esses fenômenos conforme os estragos provocados.