Dois terremotos atingiram a província de Qinghai, no noroeste da China, na manhã desta terça-feira (28), com apenas 18 minutos de intervalo, provocando susto entre os moradores e mobilizando as autoridades locais. Os tremores tiveram magnitudes de 5,7 e 5,8, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), e ocorreram a uma profundidade de 10 quilômetros.
Os abalos sísmicos atingiram uma região montanhosa e pouco povoada, o que contribuiu para reduzir o impacto sobre a população. Até o momento, não há relatos de mortes ou feridos, e as equipes de emergência seguem monitorando a área para verificar possíveis danos e o risco de novos tremores.
Imagens divulgadas pela emissora estatal chinesa CCTV mostram grandes nuvens de poeira se formando após deslizamentos de rochas em penhascos da região. Apesar da força dos tremores, não foram registrados desabamentos significativos em áreas urbanas.
Os terremotos também foram sentidos na cidade de Lanzhou, capital da província vizinha de Gansu. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram luminárias e objetos balançando dentro de residências, evidenciando a intensidade das ondas sísmicas mesmo a dezenas de quilômetros do epicentro.
A província de Qinghai é uma das áreas com maior atividade sísmica da China por estar localizada próxima ao encontro entre as placas tectônicas Indiana e Euroasiática. A colisão contínua entre essas placas, responsável pela formação do Himalaia e do Planalto Tibetano, gera frequentes terremotos na região.
As autoridades chinesas continuam acompanhando a situação e alertaram a população para a possibilidade de réplicas, fenômeno comum após terremotos de média e grande intensidade. Até o momento, não houve necessidade de evacuações em larga escala nem registro de danos graves à infraestrutura.
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