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MOEDA ARGENTINA ATINGE MÍNIMA HISTÓRICA
Por JOAO BISPO
Publicado em 15/07/2026 09:47
Economia

A moeda da Argentina, o peso argentino (ARS), voltou a chamar atenção do mercado ao atingir uma nova mínima histórica em relação ao dólar americano, aprofundando uma desvalorização que se acumula há anos.

O que significa "mínima histórica"?

Significa que o peso atingiu o menor valor já registrado frente ao dólar desde que a atual moeda entrou em circulação. Em meados de julho de 2026, a cotação oficial ficou próxima de 1.480 pesos por dólar, enquanto um único peso passou a valer cerca de US$ 0,00067. Na prática, 1.000 pesos compram menos de US$ 1.

Por que o peso perdeu tanto valor?

A desvalorização é resultado de fatores acumulados ao longo de décadas, entre eles:

  • Inflação muito elevada por vários anos.
  • Emissão de moeda para financiar gastos públicos.
  • Crises fiscais recorrentes.
  • Queda das reservas internacionais.
  • Desconfiança de investidores e da própria população na moeda local.

O governo Milei mudou esse cenário?

Desde que assumiu a presidência, Javier Milei implementou um forte ajuste fiscal, com cortes de gastos públicos, redução de subsídios e mudanças na política cambial. Essas medidas contribuíram para desacelerar significativamente a inflação em relação aos níveis registrados anteriormente.

Mesmo assim, o peso continuou perdendo valor frente ao dólar, pois a economia ainda passa por um processo de ajuste e a confiança na moeda leva tempo para ser reconstruída.

Como isso afeta os argentinos?

A desvalorização do peso impacta diretamente a população:

  • diminui o poder de compra;
  • encarece produtos importados;
  • dificulta viagens internacionais;
  • incentiva famílias e empresas a guardar patrimônio em dólares.

Além disso, muitos argentinos passaram a comprar stablecoins atreladas ao dólar, como forma de proteger seu dinheiro da perda de valor do peso.

Um dos maiores colapsos monetários recentes

 

Segundo dados de mercado, o peso argentino já perdeu cerca de 99,8% de seu valor em relação ao dólar desde 2009, tornando-se um dos casos mais extremos de desvalorização cambial das últimas décadas.

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