O preço do petróleo voltou a subir forte nas últimas semanas por causa das tensões no Oriente Médio, principalmente envolvendo Irã, Israel e riscos no Estreito de Ormuz — uma rota por onde passa grande parte do petróleo mundial. O barril Brent chegou a ultrapassar US$ 100 e, em alguns momentos, passou de US$ 120.
Isso afeta diretamente o Brasil porque a gasolina e o diesel seguem parcialmente os preços internacionais. Mesmo o Brasil produzindo petróleo, a Petrobras ainda usa referências globais para definir reajustes.
O que pode acontecer agora:
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Se o petróleo continuar alto por vários dias ou semanas, aumenta a pressão para subir gasolina e diesel.
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O dólar também pesa: se o dólar sobe junto com o petróleo, o impacto fica maior.
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A Petrobras pode segurar reajustes por algum tempo, mas isso cria defasagem em relação ao mercado internacional.
Hoje, o cenário mais provável é:
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alta gradual da gasolina nas refinarias nas próximas semanas;
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diesel com risco ainda maior de reajuste;
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impacto indireto na inflação, alimentos e frete.
O governo brasileiro já discute medidas para evitar um aumento muito forte nas bombas, incluindo subsídios e redução de impostos temporários.
Na prática, para o consumidor:
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se o barril permanecer acima de US$ 90–100 por muito tempo, a tendência é de gasolina mais cara;
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se a crise internacional esfriar, os preços podem estabilizar rapidamente