Os Estados Unidos anunciaram a liberação de aproximadamente US$ 800 milhões para o Programa Mundial de Alimentos, principal agência da ONU responsável pelo combate à fome no mundo. A medida ocorre após um período de incerteza provocado por cortes e atrasos em repasses internacionais que afetaram diversas operações humanitárias.
O recurso será utilizado para financiar programas de assistência alimentar em regiões afetadas por conflitos, crises econômicas, desastres naturais e deslocamentos forçados. O Programa Mundial de Alimentos atua em dezenas de países, fornecendo alimentos, ajuda emergencial e suporte nutricional para milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade.
A decisão é considerada importante porque o WFP vinha alertando sobre a redução de recursos disponíveis para atender populações em locais de crise, incluindo países da África, do Oriente Médio e outras áreas afetadas por guerras e insegurança alimentar. A falta de financiamento havia levado a agência a reduzir ou revisar alguns programas de assistência.
Segundo especialistas em ajuda humanitária, o aporte dos EUA ajuda a evitar interrupções em operações essenciais, especialmente em campos de refugiados e regiões onde a população depende diretamente da ajuda internacional para se alimentar. Os Estados Unidos historicamente são um dos maiores financiadores do Programa Mundial de Alimentos.
O WFP recebeu o Prêmio Nobel da Paz 2020 por seu trabalho no combate à fome e na prevenção do uso da escassez de alimentos como arma de guerra. Atualmente, a organização enfrenta uma demanda crescente devido ao aumento de conflitos armados, eventos climáticos extremos e crises econômicas em várias partes do mundo.
A liberação dos US$ 800 milhões é vista como um reforço importante para a segurança alimentar global e para a continuidade de programas que atendem milhões de pessoas em situação de emergência humanitária.