Equipes de emergência da Espanha seguem mobilizadas para combater aquele que as autoridades classificam como o maior e mais agressivo incêndio florestal da história recente do país. O foco mais crítico está na província de Ávila, na região de Castela e Leão, onde o fogo já devastou uma área estimada entre 47 mil e 50 mil hectares, formando um perímetro de aproximadamente 280 quilômetros.
As operações envolvem milhares de bombeiros, integrantes da Unidade Militar de Emergências (UME), agentes florestais, brigadistas e aeronaves especializadas. No entanto, o trabalho tem sido dificultado por uma combinação de temperaturas extremamente altas, baixa umidade, ventos fortes e vegetação seca, condições que favorecem o avanço rápido das chamas.
O incêndio provocou a evacuação ou o confinamento de cerca de 120 mil pessoas, principalmente nas regiões de Ávila e da Comunidade de Madri. Diversas rodovias foram interditadas, moradores tiveram de deixar suas casas às pressas e equipes trabalham para proteger cidades e propriedades ameaçadas pelo fogo.
Segundo o ministro do Interior da Espanha, Fernando Grande-Marlaska, trata-se do incêndio mais grave já enfrentado pelo país em termos de agressividade e dimensão. Em 2026, os incêndios florestais já consumiram aproximadamente 153 mil hectares em território espanhol, cerca de seis vezes mais do que no mesmo período de 2025, evidenciando uma temporada excepcionalmente severa.
Especialistas apontam que a sucessão de ondas de calor, associada à seca prolongada e às mudanças climáticas, tem aumentado a frequência e a intensidade dos grandes incêndios no sul da Europa. A previsão de novas temperaturas acima dos 40 °C mantém o risco elevado e pode dificultar ainda mais o controle das chamas nos próximos dias.