O tráfego marítimo no Mar Vermelho registrou uma forte queda após os ataques reivindicados pelos rebeldes Houthis contra infraestrutura petrolífera da Arábia Saudita. Dados da empresa de monitoramento marítimo Kpler mostram que a movimentação de embarcações pelo estreito de Bab el-Mandeb, uma das principais rotas do comércio global, atingiu o menor nível dos últimos meses.
No domingo (26), apenas 11 navios de carga cruzaram o estreito, sendo sete petroleiros. O movimento reduzido reflete a preocupação das empresas de navegação com a escalada da tensão na região, após os Houthis anunciarem um bloqueio naval contra embarcações ligadas à Arábia Saudita e intensificarem as ameaças a navios que utilizam a rota.
Além do Mar Vermelho, o Estreito de Ormuz, outra passagem estratégica para o transporte mundial de petróleo, também apresentou queda no fluxo de embarcações. A redução simultânea nas duas rotas aumenta os receios de interrupções na cadeia global de suprimentos e no abastecimento de energia.
A insegurança levou parte das companhias marítimas a alterar rotas ou adiar viagens, enquanto os custos de seguro para navios que operam na região continuam elevados. Como consequência, os preços internacionais do petróleo voltaram a subir, impulsionados pelo temor de que o conflito afete as exportações dos principais produtores do Oriente Médio.
O estreito de Bab el-Mandeb liga o Mar Vermelho ao Golfo de Áden e é uma das passagens marítimas mais importantes do mundo, por onde circula uma parcela significativa do comércio internacional e do petróleo destinado à Europa e à Ásia. Qualquer interrupção nessa rota pode provocar atrasos nas entregas, aumento dos custos logísticos e impactos sobre a economia global.