Depois de quase três décadas operando os trens urbanos da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, a SuperVia encerrou oficialmente suas atividades nesta sexta-feira (29). A empresa administrava o sistema desde novembro de 1998.
A partir de agora, a operação passa para o Consórcio Nova Via Mobilidade, vencedor do leilão realizado em fevereiro de 2026. A nova gestão assume cerca de 300 quilômetros de malha ferroviária e mais de 100 estações espalhadas pela região metropolitana fluminense.
Por que a SuperVia deixou a operação?
O encerramento ocorre após anos de crise financeira e desgaste operacional. Entre os principais problemas enfrentados pela concessionária estavam:
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furtos constantes de cabos e equipamentos;
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falhas elétricas e de sinalização;
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atrasos e interrupções frequentes;
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queda no número de passageiros após a pandemia;
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dificuldades no modelo de concessão e financiamento.
A empresa também acumulou críticas de usuários por superlotação, sucateamento da frota e problemas de segurança nas estações e nos trilhos. Em diversos momentos, o governo do estado precisou realizar aportes financeiros para manter o sistema funcionando.
Como será a transição?
Segundo o governo do Rio, haverá um período de operação assistida de cerca de 90 dias para evitar interrupções bruscas no serviço. A promessa é implementar um novo modelo de remuneração, em que a operadora receberá por quilômetro rodado — e não apenas pela quantidade de passageiros transportados.
A expectativa das autoridades é que isso permita maior previsibilidade financeira e investimentos em manutenção, frota e infraestrutura.
O tamanho da rede
O sistema ferroviário urbano do Rio é um dos maiores do Brasil, atendendo 12 municípios e transportando centenas de milhares de passageiros por dia. Entre os principais ramais estão:
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Deodoro
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Santa Cruz
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Japeri
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Belford Roxo
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Saracuruna
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Paracambi
Fim de uma era
Apesar das críticas, a saída da SuperVia marca o fim de um ciclo importante no transporte fluminense. A empresa foi responsável por modernizações em parte da frota, reformas de estações e expansão de alguns serviços ao longo dos anos, mas nunca conseguiu superar totalmente os problemas estruturais históricos da rede ferroviária carioca.