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QUASE 30 ANOS DEPOIS, SUPERVIA ENCERRA OPERAÇÕES NO RIO
Por JOAO BISPO
Publicado em 29/05/2026 14:37
Notícia

Depois de quase três décadas operando os trens urbanos da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, a SuperVia encerrou oficialmente suas atividades nesta sexta-feira (29). A empresa administrava o sistema desde novembro de 1998. 

A partir de agora, a operação passa para o Consórcio Nova Via Mobilidade, vencedor do leilão realizado em fevereiro de 2026. A nova gestão assume cerca de 300 quilômetros de malha ferroviária e mais de 100 estações espalhadas pela região metropolitana fluminense. 

Por que a SuperVia deixou a operação?

O encerramento ocorre após anos de crise financeira e desgaste operacional. Entre os principais problemas enfrentados pela concessionária estavam:

  • furtos constantes de cabos e equipamentos;

  • falhas elétricas e de sinalização;

  • atrasos e interrupções frequentes;

  • queda no número de passageiros após a pandemia;

  • dificuldades no modelo de concessão e financiamento. 

A empresa também acumulou críticas de usuários por superlotação, sucateamento da frota e problemas de segurança nas estações e nos trilhos. Em diversos momentos, o governo do estado precisou realizar aportes financeiros para manter o sistema funcionando. 

Como será a transição?

Segundo o governo do Rio, haverá um período de operação assistida de cerca de 90 dias para evitar interrupções bruscas no serviço. A promessa é implementar um novo modelo de remuneração, em que a operadora receberá por quilômetro rodado — e não apenas pela quantidade de passageiros transportados. 

A expectativa das autoridades é que isso permita maior previsibilidade financeira e investimentos em manutenção, frota e infraestrutura. 

O tamanho da rede

O sistema ferroviário urbano do Rio é um dos maiores do Brasil, atendendo 12 municípios e transportando centenas de milhares de passageiros por dia. Entre os principais ramais estão:

  • Deodoro

  • Santa Cruz

  • Japeri

  • Belford Roxo

  • Saracuruna

  • Paracambi 

Fim de uma era

Apesar das críticas, a saída da SuperVia marca o fim de um ciclo importante no transporte fluminense. A empresa foi responsável por modernizações em parte da frota, reformas de estações e expansão de alguns serviços ao longo dos anos, mas nunca conseguiu superar totalmente os problemas estruturais históricos da rede ferroviária carioca. 

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