A maior explosão já registrada no estado de São Paulo aconteceu em 11 de junho de 1996, no Osasco Plaza Shopping, em Osasco. A tragédia deixou 42 mortos e cerca de 300 feridos, marcando definitivamente a história da segurança em centros comerciais no Brasil.






A explosão ocorreu por volta da hora do almoço, quando o shopping estava lotado. Segundo as investigações, houve vazamento de gás GLP (gás liquefeito de petróleo) em uma praça de alimentação localizada no subsolo. O gás se acumulou em áreas fechadas até provocar uma explosão devastadora.
O impacto destruiu parte da estrutura do prédio, lançou destroços a dezenas de metros e provocou cenas de caos. Muitas vítimas ficaram soterradas, enquanto equipes do Corpo de Bombeiros trabalharam durante horas na retirada de sobreviventes e corpos.
A tragédia gerou mudanças importantes nas normas de segurança contra vazamentos de gás e fiscalização em estabelecimentos comerciais. Após o acidente, aumentou a exigência de:
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sistemas de detecção de gás;
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ventilação adequada em áreas fechadas;
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manutenção preventiva de tubulações;
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planos de evacuação;
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fiscalização técnica periódica.



As investigações apontaram falhas técnicas e negligência operacional relacionadas ao sistema de gás do shopping. O caso teve longa disputa judicial, envolvendo administradores, empresas responsáveis pela instalação e órgãos técnicos.
Mesmo três décadas depois, o episódio continua sendo lembrado como uma das maiores tragédias urbanas do Brasil e um marco na discussão sobre segurança estrutural em grandes estabelecimentos comerciais.