Uma explosão provocada após o rompimento de uma tubulação de gás durante uma obra da Sabesp no bairro do Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, deixou ao menos uma pessoa morta, três feridas e dezenas de imóveis danificados. O caso aconteceu na tarde de segunda-feira (11).
O que aconteceu
Segundo o Corpo de Bombeiros e relatos de moradores, equipes da Sabesp realizavam uma obra de remanejamento de tubulação de água na Rua Floresto Bandecchi quando uma rede de gás foi atingida. Após o vazamento, houve uma explosão de grande intensidade.
Moradores disseram que sentiram forte cheiro de gás antes da explosão e que algumas pessoas chegaram a alertar sobre o risco. Há relatos de que o vazamento durou algum tempo antes da detonação.
Vítimas e danos
A vítima fatal foi identificada como Alex Sandro Fernandes Nunes, de 45 anos. Outras três pessoas ficaram feridas; uma delas estava internada em estado grave.
A explosão destruiu ou danificou dezenas de imóveis. A Defesa Civil interditou diversas residências, e cerca de 160 pessoas ficaram desalojadas. Também houve impacto em prédios próximos, afetando centenas de moradores.
O que dizem Sabesp e Comgás
A Sabesp afirmou que:
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a obra era feita “em alinhamento operacional” com a concessionária de gás;
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a atividade foi interrompida assim que a tubulação foi atingida;
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a empresa acionou a concessionária responsável;
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a explosão ocorreu durante os procedimentos de reparo.
Já a Comgás informou que recebeu o chamado às 15h15, chegou ao local às 15h37 e conseguiu eliminar o vazamento posteriormente. A companhia disse que não realizava manutenção na região no momento do acidente.
Investigações
A Polícia Civil, a Defesa Civil e equipes técnicas investigam:
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como a tubulação foi atingida;
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se houve falha nos protocolos de segurança;
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se moradores deveriam ter sido evacuados antes;
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e qual foi a origem exata da ignição que causou a explosão.
Assistência aos moradores
Segundo o governo estadual e as concessionárias, famílias afetadas receberam hospedagem emergencial e ajuda financeira inicial para despesas imediatas. Técnicos continuam avaliando a estrutura dos imóveis para decidir quais poderão ser liberados.