Nos últimos dias (fim de janeiro de 2026), várias reportagens internacionais informaram um avanço científico promissor no combate ao câncer de pâncreas — e a figura central desse progresso é o cientista espanhol Mariano Barbacid.
Quem é Mariano Barbacid?
Mariano Barbacid é um pesquisador espanhol renomado na área de câncer e bioquímica molecular, conhecido por descobrir o primeiro oncogene humano (o HRAS) décadas atrás — um marco fundamental na biologia do câncer.
O que ele e sua equipe descobriram?
Barbacid lidera uma equipe no Centro Nacional de Investigaciones Oncológicas (CNIO), na Espanha. Eles publicaram um estudo científico descrevendo uma combinação de três medicamentos que, quando administrados em modelos animais (camundongos), eliminou completamente tumores de câncer de pâncreas (o tipo mais comum e letal — adenocarcinoma ductal pancreático) sem que os tumores voltassem a crescer.
Isso representa a primeira vez que uma resposta tão forte e “cura completa” foi observada em modelos experimentais contra esse câncer devastador.
Os resultados foram publicados em uma revista científica revisada por pares, o que dá credibilidade ao trabalho, mas — importante — ainda são resultados em animais, não em humanos.
O que isso significa na prática?
Ainda não é uma cura humana:
Os cientistas ainda precisam realizar vários ensaios clínicos em pessoas para saber se o tratamento é seguro e eficaz em humanos — algo que pode levar anos de testes, autorizações regulatórias e financiamentos.
Por que isso é importante:
O câncer de pâncreas é um dos mais letais — muitas vezes diagnosticado tardiamente e com poucas opções terapêuticas eficazes. Qualquer avanço que mostre a possibilidade de eliminar completamente tumores é um passo enorme para a medicina.
Esforços globais continuam:
Outros grupos de pesquisa no mundo também desenvolvem abordagens diferentes — como novas drogas que bloqueiam mutações comuns nesse câncer, anticorpos que permitem que o sistema imunológico reconheça tumores ou proteínas que metástases dependem para se espalhar — todos ainda em fase experimental ou clínica.