O presidente Lula (PT) decidiu vetar o Projeto de Lei da Dosimetria das penas durante um evento político-eleitoral realizado no interior do Palácio do Planalto nesta quinta-feira (8). A matéria, aprovada pelo Congresso Nacional, diminuiria as punições para os envolvidos nos eventos de 8 de janeiro de 2023, beneficiando também o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A presença popular no evento foi reduzida, e o evento foi interpretado como um comício até mesmo pelos presidentes dos demais Poderes — Legislativo e Judiciário —, cujas faltas foram bastante evidentes, assim como as de líderes de partidos que não o PT.
No entanto, o simbolismo do comício no Planalto não estava na quantidade de participantes, mas na definição explícita de uma estratégia política. O projeto da dosimetria foi concebido como uma forma de conciliação entre os Poderes, uma espécie de pacificação institucional que abriria caminho para outras pautas. Havia até mesmo a impressão de um aval informal do STF (Supremo Tribunal Federal), que impôs penas severas — vistas como desproporcionais por juristas — aos envolvidos nos atos de depredação de 8 de janeiro.