A disputa em torno da chamada “PEC da escala 6x1” voltou a ganhar força no Senado após o presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), afirmar que a proposta apoiada pelo PT tem prioridade sobre a alternativa apresentada pela oposição.
O que foi dito
Segundo declarações dadas à imprensa, Otto Alencar indicou que:
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a PEC que já avançou no Congresso (relacionada à redução da jornada de trabalho e fim gradual da escala 6x1) deve ser tratada como prioridade na CCJ;
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a proposta alternativa da oposição, protocolada recentemente, “entra em uma fila” de tramitação;
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a CCJ deve seguir a ordem de chegada e relevância dos textos já em andamento no Legislativo.
Na prática, isso significa que o texto defendido por parlamentares governistas — especialmente ligado à proposta do senador Paulo Paim (PT-RS) e à versão aprovada na Câmara — tende a avançar antes da versão da oposição.
O que é a disputa das PECs
O tema da escala 6x1 virou um embate político dentro do Congresso:
1. PEC apoiada pelo governo/PT
2. PEC da oposição
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Propõe maior flexibilização da jornada;
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Amplia possibilidade de negociação direta entre patrão e empregado;
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É criticada por sindicatos e por parlamentares governistas por “precarizar” relações de trabalho.
Por que a CCJ importa
A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) é a principal comissão do Senado e:
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analisa a constitucionalidade das PECs;
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define ritmo inicial de tramitação;
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escolhe relatores e pode acelerar ou travar propostas.
Ou seja, quando o presidente da CCJ diz que uma PEC “tem prioridade”, ele está, na prática, influenciando qual texto anda primeiro no Congresso.