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ATUALIZAÇÃO SOBRE BOLSONARO
Por Susi Hellen Spindola
Publicado em 22/11/2025 13:47
Julgamento Bolsonaro

Últimos dias de Bolsonaro: prisão e tornozeleira

 

Contexto inicial

Desde 2025, Jair Bolsonaro enfrenta uma intensa pressão judicial por seu papel em uma suposta trama golpista após a derrota nas eleições de 2022. 

 

 

Ele já havia sido obrigado a usar tornozeleira eletrônica e teve restrições severas impostas por Alexandre de Moraes, ministro do STF. 

 

 

 Medidas cautelares

Em julho de 2025, o STF determinou medidas cautelares contra Bolsonaro: uso de tornozeleira, recolhimento domiciliar (com restrições de horário), proibição de contato com diplomatas e de uso de redes sociais. 

 

Bolsonaro reagiu, dizendo que a tornozeleira era “símbolo da suprema humilhação”. 

 

 Vigília convocada por Flávio Bolsonaro

Nos dias que antecederam sua prisão definitiva, seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, convocou uma vigília “pela saúde de Bolsonaro e pela liberdade do Brasil”, em frente ao condomínio onde o ex-presidente estava em prisão domiciliar. 

 

 

Para a PF e para o STF, essa mobilização gerava risco à ordem pública e potencial para facilitar uma fuga. 

 

 

 Violação da tornozeleira eletrônica

Na madrugada de 22 de novembro de 2025, às 0h08, o Centro de Monitoração do Distrito Federal registrou uma violação da tornozeleira eletrônica que Bolsonaro usava. 

 

Segundo o ministro Alexandre de Moraes, isso indicaria uma intenção de romper o dispositivo para fugir, aproveitando a vigília convocada por seu filho. 

 

 

 Decisão de prisão preventiva

Com base nesses indícios, Moraes decretou a prisão preventiva de Bolsonaro em 22/11/2025, substituindo a prisão domiciliar. 

 

 

A defesa de Bolsonaro foi informada de que ele seria levado para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília. 

 

A 1ª Turma do STF deve referendar essa decisão em sessão marcada para 24 de novembro. 

 

 

Risco de fuga: a violação da tornozeleira é interpretada como parte de plano concreto. 

 

 

A vigília convocada por Flávio Bolsonaro seria disfarçada, visando “obstruir a fiscalização das medidas cautelares”. 

 

Possível padrão de uso de manifestações para ganhos políticos, segundo Moraes. 

 

 

 Reações políticas

Parlamentares progressistas comemoraram a prisão preventiva, dizendo que era necessário garantir a ordem pública. 

 

Já aliados de Bolsonaro condenaram a medida, chamando de “aberração” e acusando de perseguição política. 

 

 

A defesa de Bolsonaro alega risco à saúde caso ele seja transferido para presídio, essas são suas principais justificativas para manter a prisão domiciliar. 

 

 

 Importância simbólica

 

A tornozeleira representava não apenas uma medida cautelar, mas um símbolo de humilhação para Bolsonaro e seus apoiadores. 

 

A prisão preventiva marca uma escalada no cerco judicial contra ele, pouco antes do trânsito em julgado da condenação que pode levar a mais de 27 anos de prisão. 

 

Esse episódio pode influenciar fortemente o cenário político brasileiro, especialmente para a base bolsonarista, e nas eleições futuras.

 

 Desdobramentos

A decisão da 1ª Turma do STF (em 24/11) será decisiva para confirmar ou reverter a prisão preventiva. 

 

Há expectativa de mais mobilizações por parte dos apoiadores de Bolsonaro, dada a convocação da vigília.

 

A defesa pode intensificar argumentos de prisão domiciliar humanitária, com base na saúde de Bolsonaro. 

 

Também pode haver impacto institucional: o uso de tornozeleiras, medidas cautelares e mobilizações políticas levantam questões sobre equilíbrio entre segurança e direitos individuais.

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