O STM (Superior Tribunal Militar) deve considerar a carreira de Jair Bolsonaro (PL) no Exército ao julgar a perda de patente do ex-presidente, condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Nos bastidores da Justiça Militar, há a avaliação de que o passado conturbado do ex-presidente, capitão reformado, será considerado e poderá influenciar sua condenação no plenário.
Em outras palavras, o ex-presidente será julgado pelo "conjunto da obra", e não somente por ter sido condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a 27 anos e três meses como líder de uma organização criminosa que arquitetou um plano de golpe.
Em 1986, Bolsonaro, na época capitão do 8º Grupo de Artilharia de Campanha Paraquedista no Rio de Janeiro, foi detido por 15 dias após publicar um artigo na revista Veja criticando os baixos salários dos militares.
No ano seguinte, em 1987, uma matéria da revista Veja revelou que Bolsonaro e outros militares haviam elaborado um plano para detonar bombas em quartéis como forma de protesto por salários e para pressionar o então ministro do Exército, Leônidas Pires.
Embora tenha negado as acusações, Bolsonaro foi condenado pelo Conselho de Justificação do Exército no contexto do processo administrativo-militar.