A rua sempre se chamou 25 de Março?
Não. Antes de 25 de Março ela teve dois nomes: Beco das Sete Voltas e, mais, tarde, Rua de Baixo.
Quantas pessoas circulam por dia na 25 de Março?
O número de visitantes diários é de 400 mil pessoas, mas pode chegar a 1 milhão nos dias que atecedem o Natal (o suficiente para lotar 12,5 estádios do Morumbi).
Qual o dia de maior movimento?
O dia mais movimentado é a terça-feira, quando os sacoleiros invadem a região.
Quais os produtos mais procurados?
São, pela ordem: artigos de armarinhos, artigos de época (Natal, carnaval, festas juninas…), brinquedos, papelaria, bijuterias e acessórios.
Quantas lojas existem na 25 de Março?
Anote aí: são 350 lojas e mais de 3 mil stands.
E quantos camelôs?
Acredite, são mais de 2 mil camelôs. Detalhe: apenas 74 são legalizados.
Quantas pessoas trabalham na região?
Entre lojistas, atendentes, seguranças, camelôs, policiais e encarregados de limpeza, o número passa de 60 mil.
Qual é a mais antiga loja da 25?
A mais antiga é a Doural, loja de utilidades domésticas e cama, mesa e banho, inaugurada em 1905.
Qual a loja mais movimentada?
A de maior movimento é a Armarinhos Fernando, que recebe milhares de clientes todos os dias.
É verdade que a 25 de Março possui o metro quadrado mais caro do Brasil?
Sim, o metro quadrado é mais caro do que na sofisticada rua Oscar Freire e na movimentada Avenida Paulista. Enquanto na Paulista o metro quadrado para venda sai por 15 mil reais, na 25 de março ele salta para 25 mil.
Algumas curiosidades sobre a 25 de Março:
A primeira grande enchente registrada na 25 de Março data de 1850. Ou seja, não é de hoje que os rios da cidade transbordam e deixam os paulistanos em apuros.
Como sempre perdiam mercadorias com as enchentes, os lojistas começaram a vender os produtos que sobravam (ou, melhor dizendo, “se salvavam”) a preços mais atrativos, dando fama à rua de vender produtos populares e acessíveis. Fama, aliás, que se mantém até hoje.
O compositor Adoniran Barbosa trabalhou como vendedor e entregar numa loja de tecidos da 25 de Março.
Detalhe: ele foi demitido por atender os clientes batucando no balcão.
A rua foi construída sobre o antigo córrego Anhangabaú, que era usado para o transporte de mercadorias em barcas até um porto chamado Porto Geral, que batizou a Ladeira Porto Geral.
A 25 de Março é vizinha de outros endereços “especializados” de São Paulo, como a rua São Caetano (conhecida como Rua das Noivas), rua Florêncio de Abreu (especializada em máquinas e equipamentos), rua Santa Ifigênia (produtos eletrônicos e informática), rua da Cantareira (embalagens) e rua Paula de Souza (utensílios de cozinha).
O comércio da região não se resume à 25 de Março. As lojas se estendem por várias ruas vizinhas, tão atrativas quanto a 25.
São elas: Ladeira Porto Geral, rua Barão de Duprat, Rua da Cantareira, avenida Mercúrio, rua Basílio Jafet e avenida Senador Queiróz.