A comunidade médica de Goiás está de luto pela morte do médico nefrologista Júlio César Soares Barreto, de 57 anos. Ele morreu no sábado (31 de outubro de 2026), em Goiânia, deixando uma trajetória marcada pelo atendimento a pacientes com doenças renais e pela atuação em equipes de transplante de rins.
A notícia ganhou repercussão após a divulgação de homenagens de familiares, amigos, pacientes e instituições de saúde.
Uma vida dedicada à medicina e aos transplantes
Formado em Medicina pela Universidade de Brasília (UnB), em 1993, Júlio César especializou-se em nefrologia no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, ligado à Universidade de São Paulo (USP).
Ele atuava na especialidade desde 1998 e integrou as equipes de transplante renal do Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi (HGG) e da Santa Casa de Misericórdia de Goiânia.
Também foi fundador da TRS Nefrologia e Hemodiálise, instituição dedicada ao tratamento de pessoas com doenças renais.
Família transforma luto em gesto de solidariedade
Um dos aspectos mais emocionantes da notícia foi a decisão da família de autorizar a doação dos órgãos do médico.
Segundo informações divulgadas pela esposa, Regiane Santos Soares Barreto, a doação era um compromisso que fazia parte da vida do casal, que compartilhava o trabalho e a conscientização sobre transplantes.
A família recebeu a confirmação de que um dos rins foi destinado a um paciente da fila acompanhada pela equipe em que Júlio trabalhava. O fígado também foi transplantado, enquanto as córneas e o outro rim foram disponibilizados para outros pacientes.
A esposa resumiu o significado desse gesto com uma frase emocionante: “Em luto, mas salvando vidas”.
Homenagens e reconhecimento
O Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi publicou uma nota de pesar, destacando a dedicação do profissional à medicina e ao cuidado com os pacientes.
A Sociedade Brasileira de Nefrologia também lamentou a perda e ressaltou sua contribuição para a formação de novos especialistas em Goiás, além de seu compromisso com o ensino e a especialidade.
O velório foi anunciado para segunda-feira (2 de novembro), das 8h às 17h, na Sala 1 do Parque Memorial de Goiânia.
A morte do Dr. Júlio César representa uma perda para a medicina goiana e para os pacientes que passaram por seus cuidados. Sua história também deixa uma mensagem importante sobre a doação de órgãos: mesmo diante de uma despedida dolorosa, uma decisão solidária pode oferecer novas oportunidades de vida a outras pessoas.