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MORTE DE SURFISTA DADÁ FIGUEIREDO É CONFIRMADA
Por JOAO BISPO
Publicado em 26/10/2026 07:55
Falecimentos

Dadá Figueiredo (Reprodução/ Instagram @dada_figueiredo)

Morte do surfista Dadá Figueiredo é confirmada aos 61 anos; atleta revolucionou o surfe brasileiro

O surfe brasileiro perdeu um de seus nomes mais marcantes. O surfista carioca Dadá Figueiredo morreu no sábado, 24 de outubro de 2026, aos 61 anos, deixando uma trajetória marcada pela inovação, pela irreverência e pela influência sobre diferentes gerações de atletas. A notícia foi divulgada por veículos de imprensa e lamentada pela Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (Feserj).

Segundo o portal ge, Dadá estava internado com pneumonia e não resistiu. Entretanto, outros veículos, como CNN Brasil e Folha de S.Paulo, informaram que a causa da morte não havia sido oficialmente divulgada. 

Quem foi Dadá Figueiredo?

Nascido no Rio de Janeiro, Dadá se tornou uma das figuras mais importantes do surfe nacional durante as décadas de 1980 e 1990. Seu estilo agressivo e criativo ajudou a transformar a maneira de surfar no Brasil, incorporando movimentos inspirados no skate e explorando manobras verticais que ainda eram pouco comuns na época.

Enquanto muitos atletas seguiam os padrões tradicionais do esporte, Dadá apostava na experimentação e em uma identidade própria. Sua maneira de surfar contribuiu para a evolução do chamado surfe progressivo, que valoriza a criatividade, a velocidade e as manobras mais radicais.

Uma carreira que ultrapassou as ondas

Em 1989, Dadá conquistou o Campeonato Carioca de Surfe e o torneio Sea Club Final Heat, realizado em Saquarema. Em 1993, foi eleito o melhor freesurfer do Brasil pelos leitores de uma revista especializada, reconhecimento de sua criatividade e influência no esporte. 

Sua personalidade também chamava atenção fora da água. Ligado à cultura punk, ele foi baixista da banda Os Normais e criou as marcas Anti-Fashion e Necrose Social, aproximando o universo do surfe da música alternativa e da contracultura.

Uma trajetória com desafios pessoais

A vida de Dadá também foi marcada por dificuldades. Ao longo dos anos, ele enfrentou problemas relacionados à dependência química e passou por tratamentos. Posteriormente, retomou sua relação com o esporte, dedicando-se à fabricação de pranchas e ao ensino do surfe.

Na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, criou uma escolinha para compartilhar sua experiência com novos praticantes. Sua história também foi retratada no documentário Radical: A controversa saga de Dadá Figueiredo, lançado em 2014. 

O legado deixado pelo surfista

Dadá deixa três filhos, entre eles o também surfista Dávio Figueiredo. Sua contribuição para o esporte não se resume aos títulos: ele ajudou a abrir espaço para novas formas de expressão, aproximou o surfe de outras manifestações culturais e inspirou atletas a desenvolverem estilos próprios.

Em homenagem ao surfista, a Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro destacou sua autenticidade, radicalidade e importância para a história da modalidade. 

Sua morte encerra a trajetória de um personagem singular do esporte brasileiro, mas sua influência permanece nas manobras, na cultura e na liberdade criativa que ajudou a fortalecer no surfe nacional.

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