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O MEC MANDOU LIVRO DE INCESTO PARA CRIANÇAS DE 7 ANOS?
Por Susi Hellen Spindola
Publicado em 29/10/2026 08:46
Notícia

A história é real, mas a versão que circula nas redes sociais omite informações importantes. Existe um livro infantil que aborda incesto e que foi distribuído pelo Ministério da Educação (MEC) para crianças de 6 a 8 anos. Porém, a informação de que o governo Lula atual enviou esse material às escolas é enganosa.

 
O que aconteceu?
 

Livro: Enquanto o sono não vem

Autor: José Mauro Brant

A obra reúne contos populares. Um deles, chamado A triste história de Eredegalda, conta a história de uma princesa cujo pai, um rei, deseja se casar com ela. Quando a menina se recusa, ele a castiga, prendendo-a em uma torre, onde ela acaba morrendo de sede.

 

 

Como o livro chegou às escolas?

  • 2005: o MEC adquiriu exemplares da obra.

  • 2014: o livro foi selecionado para um programa de alfabetização durante o governo Dilma Rousseff.

  • 2015 a 2017: houve distribuição do material para alunos dos primeiros anos do ensino fundamental.

  • Junho de 2017: durante o governo Michel Temer, o MEC determinou o recolhimento de aproximadamente 93 mil exemplares após questionamentos sobre a adequação do conteúdo à idade das crianças.

     

     

O livro incentivava o incesto?

É importante distinguir as coisas: abordar um tema em uma narrativa não significa necessariamente incentivá-lo. O MEC considerou o conteúdo inadequado para crianças em fase inicial de alfabetização e determinou o recolhimento. Já o Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita da UFMG defendeu que tratar do tema não significava fazer apologia ao incesto.

 

 

E o governo Lula atual? As checagens consultadas identificaram publicações antigas reaproveitadas para sugerir que o governo iniciado em 2023 havia enviado novamente o livro às escolas. O MEC informou, em checagem publicada em 2024, que não houve nova distribuição após o recolhimento de 2017.

 

 

O caso da distribuição do livro para crianças aconteceu, mas atribuir essa distribuição ao atual governo Lula, sem evidências de uma nova remessa, distorce a cronologia dos fatos.

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