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O QUE SE SABE SOBRE O POSSÍVEL SERIAL KILLER QUE ESTÁ AGINDO EM SÃO PAULO?
Por Susi Hellen Spindola
Publicado em 10/10/2026 18:29
Notícia

A circulação de notícias sobre vários corpos encontrados em sacos plásticos, tecidos e cobertores em diferentes regiões de São Paulo provocou medo e levantou suspeitas de que um serial killer estaria agindo na capital paulista.

 

 

Mas há um detalhe fundamental: até o momento, a Polícia Civil afirma que não existem evidências de que os crimes tenham sido cometidos por um único assassino em série. As investigações apontam para ocorrências com características e possíveis motivações diferentes.

O que aconteceu?

Entre setembro e o início de outubro de 2026, diversos corpos foram encontrados em diferentes pontos da capital e da Grande São Paulo. Algumas vítimas estavam amarradas, dentro de sacos plásticos ou envolvidas em cobertores e lençóis. Em determinados casos, havia sinais de esquartejamento.

A semelhança na maneira como os corpos foram abandonados alimentou especulações nas redes sociais. Reportagens publicadas em 9 de outubro contabilizaram nove corpos encontrados em ocorrências investigadas na capital, com registros entre 5 de setembro e 2 de outubro.

 

 

Onde os corpos foram encontrados?

Entre os locais mencionados nas reportagens estão:

  • Zona Sul: Jabaquara, Vila Andrade e Jardim São Luís.

  • Zona Leste: Vila Chuca, Colônia e Parque Ecológico do Tietê.

  • Zona Norte: Jaçanã.

  • Grande São Paulo: Itapecerica da Serra, em um caso investigado separadamente.

As circunstâncias variaram de um caso para outro. Por isso, encontrar semelhanças na ocultação dos corpos não é suficiente para concluir que os crimes tenham sido cometidos pela mesma pessoa.

 

 

Qual é a principal hipótese da polícia?

Uma das linhas investigadas envolve possíveis execuções relacionadas a dívidas, vinganças, conflitos pessoais e ao chamado “tribunal do crime”, prática de grupos criminosos que impõem punições por conta própria.

Segundo informações da Polícia Civil divulgadas pela imprensa, as mortes apresentam diferenças nos métodos, nos locais e nas possíveis motivações. Os casos estão sendo investigados individualmente pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), enquanto algumas ocorrências são apuradas por outras unidades policiais.

 

 

O que diz a delegada responsável?

A delegada Ivalda Aleixo, diretora do DHPP, declarou que não há evidências de um serial killer atuando em São Paulo. Ela também alertou que reunir casos diferentes nas redes sociais pode gerar pânico e prejudicar familiares de pessoas desaparecidas que aguardam informações.

A polícia informou que já trabalha com suspeitos e possíveis motivações em parte dos casos, mas as investigações continuam.

 

 

Existe risco para a população?

As notícias sobre esses homicídios são preocupantes, mas não há confirmação de que exista um assassino em série escolhendo vítimas aleatoriamente pelas ruas da capital. Também não é possível concluir, com as informações disponíveis, que todos os casos tenham relação entre si.

Como precaução geral, evite compartilhar listas de supostas vítimas ou alertas sem fonte confiável. Em caso de emergência, ligue para o 190; informações sobre crimes podem ser repassadas à Polícia Civil.

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