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SETEMBRO AMARELO: REDES SOCIAIS E SAÚDE MENTAL
Por JOAO BISPO
Publicado em 21/09/2026 09:53
Setembro Amarelo

  

As redes sociais fazem parte da rotina de milhões de pessoas e podem aproximar, informar e criar espaços de apoio. Mas o uso das plataformas também pode se relacionar a comparação social, exposição excessiva, cyberbullying e busca constante por aprovação.

A comparação com vidas aparentemente perfeitas

Fotos, vídeos e publicações geralmente mostram apenas recortes da vida. Quando alguém compara sua rotina, aparência, relacionamentos ou conquistas com essas imagens, pode desenvolver a sensação de que “todo mundo está melhor do que eu”.

Esse processo pode contribuir para insatisfação com a própria vida e autoestima mais baixa, especialmente quando a comparação se torna frequente.

A pressão para estar sempre exposto

Curtidas, comentários, seguidores e visualizações podem transformar a experiência online em uma busca por validação.

Quando a autoestima passa a depender excessivamente da reação de outras pessoas, uma publicação que recebe pouca interação pode ser interpretada como rejeição — mesmo que isso não corresponda à realidade.

Cyberbullying

Ofensas, humilhações, ameaças, exposição de informações pessoais e ataques repetidos pela internet podem provocar sofrimento emocional significativo.

Um dos aspectos mais difíceis é que a agressão pode ultrapassar os limites da escola, do trabalho ou de outros ambientes físicos e acompanhar a pessoa até sua casa por meio do celular.

O uso das redes não afeta todo mundo da mesma maneira

Não existe uma relação simples em que “redes sociais causam problemas de saúde mental”. Os efeitos dependem de fatores como idade, tipo de conteúdo consumido, frequência de uso, experiências pessoais e qualidade das relações fora da internet.

Por isso, mais importante do que simplesmente abandonar as redes é observar como elas estão afetando a vida cotidiana.

Um lembrete para o Setembro Amarelo

Se as redes sociais estão fazendo você se sentir constantemente inferior, rejeitado, exposto ou sozinho, vale conversar com alguém de confiança e buscar ajuda profissional.

 

Você não precisa transformar sua vida em uma vitrine para provar que está bem. Seu valor não é medido pelo número de curtidas, seguidores ou comentários.

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