A violência não deixa apenas marcas físicas. Violência doméstica, abuso, ameaças, humilhações, perseguição e outras experiências traumáticas podem afetar profundamente a saúde mental, tanto durante a situação quanto muito tempo depois.
Quais podem ser as consequências?
Cada pessoa reage ao trauma de uma maneira diferente. Entre as possíveis consequências estão:
- ansiedade, medo constante e sensação de perigo;
- tristeza profunda e perda de interesse pelas atividades;
- dificuldade para dormir ou pesadelos;
- irritabilidade e dificuldade de concentração;
- isolamento social e dificuldade para confiar em outras pessoas;
- sensação de culpa ou vergonha, mesmo quando a responsabilidade não é da vítima;
- lembranças invasivas ou reações intensas diante de situações que lembrem o ocorrido;
- dificuldade para estabelecer limites ou sentir segurança nos relacionamentos.
Em algumas pessoas, experiências traumáticas podem estar associadas ao transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e a outros problemas de saúde mental.
A culpa não é da vítima
Uma das consequências psicológicas da violência pode ser fazer a pessoa questionar a própria percepção: “Será que eu exagerei?”, “Será que foi culpa minha?” ou “Por que eu não fui embora antes?”
A responsabilidade pela violência pertence a quem a pratica. O medo, a dependência financeira, as ameaças, o isolamento e outros fatores podem tornar extremamente difícil sair de uma situação abusiva.
Pedir ajuda também é cuidado
Quem passou por violência pode precisar de tempo e de apoio para reconstruir a sensação de segurança. Psicoterapia e acompanhamento de profissionais de saúde podem ajudar no processo de recuperação.
Se houver risco imediato, procure um local seguro e acione os serviços de emergência. No Brasil, o Ligue 180 oferece orientação e informações sobre serviços de atendimento às mulheres em situação de violência.
Falar sobre violência também é falar sobre saúde mental. Ninguém deveria precisar enfrentar sozinho as consequências de uma experiência traumática.