Ouvir rádio

Pausar rádio

Offline
MÉTODO CONTRACEPTIVO ANTIGO: CASCA E POLPA DE ROMÃ
Por JOAO BISPO
Publicado em 14/09/2026 16:06
Curiosidades
 
 

 

Antes da existência dos anticoncepcionais modernos, diferentes povos experimentaram substâncias vegetais como possíveis formas de evitar a gravidez. Entre elas aparece a romã (Punica granatum), cujo fruto, casca e outras partes foram utilizados em práticas medicinais tradicionais.

A ideia de usar casca ou polpa de romã na região vaginal ou próxima ao colo do útero é mencionada em algumas referências históricas sobre contracepção, mas é importante fazer uma distinção: não há evidência clínica moderna suficiente para considerar a romã um espermicida contraceptivo comprovado ou seguro.

De onde vem a ideia?
Estudos experimentais observaram que extratos de romã possuem diversos compostos bioativos e podem apresentar efeitos sobre células e microrganismos. Alguns trabalhos laboratoriais também investigaram possíveis efeitos sobre espermatozoides. Isso, porém, não significa que colocar a fruta ou sua casca na vagina seja um método contraceptivo eficaz.

⚠️ E havia riscos?
Sim. Introduzir pedaços de frutas, cascas ou preparados caseiros na vagina poderia provocar irritação, alteração da flora vaginal, lesões ou infecções. Além disso, a quantidade da substância e sua concentração seriam imprevisíveis, tornando impossível garantir proteção contra a gravidez.

Um detalhe interessante: a romã aparece em tradições médicas antigas de diferentes regiões do Mediterrâneo e do Oriente Médio. A associação entre determinadas plantas e a contracepção provavelmente surgiu da observação empírica de seus efeitos, muito antes de se conhecerem os mecanismos da ovulação, da fecundação e dos espermatozoides.

Mito ou verdade?
➡️ A romã foi utilizada historicamente em práticas relacionadas à contracepção: possível.
➡️ A casca ou polpa colocada no colo do útero é um espermicida comprovadamente eficaz: não.
➡️ É um método que possa ser recomendado atualmente: não.

Hoje, métodos contraceptivos precisam ter eficácia e segurança demonstradas, e métodos caseiros como esse não devem ser utilizados para prevenir uma gravidez.

 
Comentários