O cuidado paterno não é exclusividade dos seres humanos. Em várias espécies, os machos participam ativamente da proteção, alimentação ou criação dos filhotes — e, em algumas, assumem praticamente todo o trabalho parental.
Lobos
Nos lobos, o macho participa da criação dos filhotes junto com a fêmea e outros membros da alcateia. Ele pode proteger o território, levar alimento para a família e ajudar a defender os filhotes. O cuidado coletivo aumenta as chances de sobrevivência dos pequenos.
Pinguins
Algumas espécies apresentam um dos exemplos mais conhecidos de dedicação paterna. No pinguim-imperador, o macho recebe o ovo depois que a fêmea o põe e passa cerca de dois meses incubando-o sobre os pés, protegendo-o do frio extremo da Antártida.
Durante esse período, ele praticamente não se alimenta e pode enfrentar temperaturas de -40 °C ou menos, dependendo das condições.
Cavalos-marinhos
Aqui acontece algo ainda mais surpreendente: é o macho que fica grávido!
A fêmea deposita os ovos em uma bolsa localizada no corpo do macho. Ele os fertiliza e mantém os embriões protegidos até o nascimento dos filhotes.
Quando chega a hora, o macho realiza contrações e libera dezenas ou até centenas de pequenos cavalos-marinhos.
Outros pais dedicados
Esse comportamento também aparece em várias outras espécies:
- Leões: machos podem proteger os filhotes e o território do grupo.
- Primatas: em algumas espécies, os machos carregam, protegem e cuidam dos filhotes.
- Aves: em muitas espécies, o macho ajuda a construir o ninho, alimentar a fêmea e cuidar dos filhotes.
- Raposas: o macho pode levar alimento para a fêmea e os filhotes enquanto eles permanecem no abrigo.
- Algumas rãs: existem espécies em que o macho transporta os girinos ou protege os ovos.
Curiosidade: entre os animais, o cuidado paterno pode assumir formas muito diferentes. Em algumas espécies, o pai protege; em outras, alimenta; em outras, incuba os ovos — e nos cavalos-marinhos, é o próprio macho que carrega a gestação.