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PILOTO DE PARAMOTOR MORRE EM ACIDENTE COM LINHA DE PIPA
Por JOAO BISPO
Publicado em 27/08/2026 07:06
Notícia

Um piloto de paramotor morreu após sofrer uma queda de cerca de 10 metros em Itanhaém, no litoral de São Paulo, em um acidente que teria sido provocado por uma linha de pipa. O caso aconteceu no domingo (23) e a vítima morreu na segunda-feira (24).

O que aconteceu?

A vítima foi identificada como Adriano Azevedo dos Santos, de 41 anos, morador de Cubatão. Ele praticava paramotor havia cerca de dois anos e estava voando na região da praia do Bopiranga, em Itanhaém.

Segundo o instrutor que acompanhava o voo e familiares, uma linha de pipa teria atingido o velame, que é a parte de tecido do equipamento responsável por funcionar como uma asa.

A linha teria cortado o velame, provocando perda de sustentação. Adriano caiu de aproximadamente 10 metros de altura.

⚠️ A linha era realmente de cerol?

Essa é uma informação que ainda precisa ser tratada com cautela.

Familiares e o instrutor afirmaram que se tratava de uma linha chilena, conhecida por seu alto poder de corte. Porém, a investigação ainda precisa confirmar oficialmente se a linha foi de fato a causa do acidente e identificar quem a utilizava.

O caso foi registrado pela Polícia Civil como morte suspeita e morte acidental, e o equipamento deverá ajudar na investigação.

Piloto foi socorrido

Adriano sobreviveu inicialmente à queda. Ele sofreu politraumas, fraturas e lesões internas e foi levado para atendimento médico.

Depois, foi transferido para um hospital em Santos. Durante a madrugada de segunda-feira, passou por cirurgia para controlar um sangramento interno, mas seu quadro se agravou e ele morreu.

Por que uma linha de pipa pode ser tão perigosa para um paramotor?

O paramotor utiliza um parapente motorizado. Diferentemente de uma aeronave convencional, sua asa é flexível e depende do fluxo de ar para permanecer inflada e gerar sustentação.

Por isso, um corte significativo no velame pode comprometer a capacidade de voo. Nesse caso, segundo o instrutor, a linha teria percorrido parte da asa e provocado um corte que comprometeu a sustentação.

O problema das linhas cortantes

O caso também chama atenção para os riscos do cerol e da linha chilena, que podem provocar acidentes graves não apenas com motociclistas e ciclistas, mas também com pessoas e equipamentos que estejam no ar.

 

Em Itanhaém, o uso de cerol, linha chilena e outros materiais cortantes em pipas é proibido. A Guarda Civil Municipal informou, porém, que não recebeu denúncia sobre o uso desse tipo de linha no dia do acidente.

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