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EUA ATACAM SUPOSTO BARCO DE DROGAS NO PACÍFICO PELA PRIMEIRA VEZ EM DOIS MESES
Por JOAO BISPO
Publicado em 24/08/2026 07:20
Notícia

Os Estados Unidos realizaram, no domingo (23), um ataque contra uma embarcação que o governo americano afirma estar envolvida com o tráfico de drogas no leste do Oceano Pacífico. Segundo o Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM), duas pessoas morreram na operação. O ataque seria o primeiro desse tipo na região em mais de dois meses.

O que aconteceu?

De acordo com o SOUTHCOM, a embarcação navegava por rotas conhecidas do narcotráfico e informações de inteligência teriam confirmado sua participação no transporte de drogas.

Os militares divulgaram imagens em preto e branco nas quais é possível ver uma embarcação navegando antes de ser atingida por um projétil e destruída por uma explosão.

⚔️ Uma campanha maior contra o narcotráfico

A ação faz parte de uma campanha militar americana iniciada em setembro de 2025, conhecida como Operation Southern Spear, que ampliou o uso de força militar contra embarcações suspeitas de transportar drogas no Caribe e no Pacífico Oriental.

Antes dessa nova operação, os EUA haviam destruído dezenas de embarcações e registrado mais de 200 mortes, segundo levantamentos divulgados pela imprensa.

⚠️ Há uma grande controvérsia

Um dos pontos mais polêmicos é que o governo americano não apresentou publicamente provas conclusivas de que todas as embarcações atacadas realmente transportavam drogas.

Organizações de direitos humanos e especialistas jurídicos questionam se esses ataques são legalmente justificáveis e afirmam que matar pessoas sem um processo judicial pode configurar execução extrajudicial, dependendo das circunstâncias e da legislação aplicável.

Por que isso é importante?

A estratégia representa uma mudança significativa na forma como Washington combate o narcotráfico. Em vez de apenas interceptar embarcações, prender suspeitos e apreender drogas, os EUA passaram a utilizar ataques militares letais.

 

A medida também ocorre enquanto Washington aumenta a cooperação militar com países latino-americanos, incluindo Equador e Panamá, para combater organizações de narcotráfico. 

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