A Polícia Federal, em conjunto com a Receita Federal, deflagrou nesta terça-feira (18) a Operação Barão da Amizade, que investiga uma organização suspeita de importar e comercializar ilegalmente cosméticos, produtos farmacêuticos e outros produtos sujeitos à fiscalização sanitária.
Onde aconteceu?
Em São Paulo, os agentes cumpriram mandados principalmente em regiões de intenso comércio de produtos importados, como:
- 25 de Março
- Brás
- Liberdade
Também houve ações em Guarulhos e Bragança Paulista. Ao todo, foram expedidos 30 mandados de busca e apreensão em oito cidades, sendo 17 em São Paulo.
O que a investigação apura?
Segundo as informações divulgadas, o grupo seria responsável por trazer mercadorias de forma irregular para o país, inclusive por meio da fronteira com o Uruguai, e posteriormente distribuí-las e comercializá-las.
A investigação também aponta suspeitas relacionadas à entrada ilegal de cigarros eletrônicos pela fronteira entre Brasil e Paraguai.
Um dos pontos de preocupação é que produtos cosméticos, farmacêuticos e de saúde precisam cumprir exigências sanitárias e regulatórias para serem importados e comercializados legalmente no Brasil.
R$ 37,8 milhões bloqueados
A Justiça Federal de Santa Maria (RS), responsável pelas medidas judiciais, determinou o bloqueio de até R$ 37,8 milhões em contas dos investigados.
Também foram determinadas medidas cautelares e o sequestro ou indisponibilidade de bens, incluindo veículos e imóveis.
Mais de R$ 1 milhão em mercadorias
A expectativa das autoridades é que as apreensões realizadas durante a operação ultrapassem R$ 1 milhão em produtos irregulares.
Os investigados poderão responder, conforme o caso e o avanço das apurações, por crimes como organização criminosa, contrabando, descaminho e lavagem de dinheiro.
⚠️ Por que o caso preocupa?
O problema não é apenas tributário. Quando produtos destinados à saúde ou cosméticos entram no país sem passar pelos controles necessários, pode haver dúvidas sobre origem, composição, armazenamento, qualidade e segurança.
Isso é especialmente relevante para medicamentos, produtos injetáveis e outros itens utilizados diretamente no corpo. A ausência de controle sanitário pode representar risco ao consumidor.
Importante: a operação ainda está em fase de investigação. Ser alvo de busca ou investigação não significa, por si só, que uma pessoa ou empresa seja culpada; a responsabilidade criminal precisa ser comprovada no processo.