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POLÍCIA MIRA EXTORSÕES DO TCP EM CONDOMÍNIOS NA ZONA NORTE DO RIO
Por JOAO BISPO
Publicado em 14/08/2026 08:16
Notícia

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou nesta sexta-feira (14 de agosto de 2026) uma operação contra um grupo suspeito de extorquir condomínios na Pavuna, na Zona Norte da capital. A investigação é conduzida pela 39ª DP (Pavuna), com apoio de outras equipes da corporação.

Como funcionava o esquema?

Segundo as investigações, criminosos ligados ao Terceiro Comando Puro (TCP) pressionavam síndicos de condomínios residenciais para que eles rompessem contratos que já mantinham com empresas de segurança.

Em seguida, os responsáveis pelos condomínios eram obrigados a contratar uma empresa indicada pelo grupo criminoso, que teria ligação com a facção.

Na prática, a suspeita é de que o grupo utilizasse o controle territorial exercido pelo tráfico para transformar um serviço legal — a segurança privada — em uma fonte de arrecadação para a organização criminosa.

Por que isso é considerado extorsão?

A diferença fundamental é a coação. Segundo a polícia, os síndicos não estariam escolhendo livremente a empresa.

A ameaça de criminosos que controlam a região cria uma situação em que os moradores e administradores podem se sentir obrigados a aceitar determinada empresa para evitar represálias.

Esse tipo de prática permite que organizações criminosas explorem economicamente serviços essenciais, como segurança, transporte, internet, gás e outros serviços, ampliando sua influência para além do tráfico de drogas.

‍♂️ Onde a operação acontece?

Os policiais cumprem mandados de busca e apreensão em endereços na Pavuna e em Costa Barros. A operação conta com apoio de equipes do Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC).

O objetivo é recolher documentos, celulares, computadores e outros materiais que possam ajudar a identificar os responsáveis e entender como funcionava a estrutura financeira do grupo.

Relação com o TCP

O Terceiro Comando Puro (TCP) é uma das principais facções criminosas que atuam no Rio. Segundo as investigações divulgadas nesta operação, o grupo suspeito estaria ligado à facção que exerce influência sobre o Complexo da Pedreira, região que inclui áreas da Zona Norte.

⚠️ O que a investigação ainda precisa esclarecer?

A polícia busca descobrir:

  • quantos condomínios foram afetados;
  • quanto dinheiro teria sido arrecadado;
  • quem controlava a empresa indicada aos condomínios;
  • quais integrantes do TCP participavam do esquema;
  • se houve ameaças diretas a síndicos ou moradores;
  • e se outras empresas e serviços eram utilizados pelo grupo para obter dinheiro.

Até o momento, trata-se de uma investigação policial: os suspeitos são investigados e ainda não há condenação pelos crimes apontados.

 

O caso chama atenção porque mostra uma modalidade de atuação do crime organizado em que o domínio territorial é usado para controlar negócios e serviços dentro de áreas residenciais, transformando moradores e comerciantes em potenciais fontes regulares de renda para as facções.

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