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MITO OU VERDADE: BEBER ÁLCOOL MATA CÉLULAS DO CÉREBRO?
Por JOAO BISPO
Publicado em 03/08/2026 08:17
Curiosidades

Parcialmente mito.

A ideia de que cada dose de álcool "mata neurônios" diretamente é uma simplificação e, na maioria dos casos, não é correta. O álcool não costuma destruir grandes quantidades de células cerebrais após o consumo ocasional. O que ele faz é prejudicar temporariamente o funcionamento dos neurônios, alterando a comunicação entre eles.

O que o álcool realmente faz?

Quando uma pessoa bebe, o álcool:

  • Diminui a velocidade de transmissão dos impulsos nervosos.
  • Afeta áreas responsáveis pela memória, coordenação motora, fala e julgamento.
  • Reduz os reflexos e a capacidade de tomar decisões.
  • Pode causar lapsos de memória ("apagões") após grandes quantidades.

Esses efeitos geralmente são reversíveis quando o álcool é eliminado do organismo.

E o consumo excessivo?

O consumo intenso e prolongado pode, sim, causar danos ao cérebro, como:

  • Redução do volume cerebral ao longo dos anos.
  • Perda de conexões entre neurônios.
  • Déficits de memória e aprendizado.
  • Dificuldade de concentração e raciocínio.
  • Maior risco de demência e outras doenças neurológicas.

Em pessoas com alcoolismo crônico, especialmente quando há deficiência de vitamina B1 (tiamina), pode ocorrer a Síndrome de Wernicke-Korsakoff, uma condição que pode provocar danos cerebrais permanentes.

Então o álcool mata neurônios?

  • Beber moderadamente não significa que você está matando neurônios a cada gole.
  • ⚠️ O consumo excessivo e frequente pode levar à perda de tecido cerebral e a danos duradouros, direta e indiretamente, por toxicidade, inflamação, deficiência nutricional e lesões associadas ao álcool.

 

 

A afirmação é um mito quando interpretada literalmente, mas contém um fundo de verdade: o álcool não costuma matar neurônios de forma imediata a cada bebida, porém o uso abusivo e crônico pode causar lesões cerebrais importantes, perda de volume do cérebro e prejuízos cognitivos que podem ser permanentes.

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