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POR QUE TEM TANTO TERREMOTO NO JAPÃO?
Por JOAO BISPO
Publicado em 28/07/2026 09:15
Notícia

O Japão registra tantos terremotos porque está localizado em uma das áreas geologicamente mais ativas do planeta: o Anel de Fogo do Pacífico. Essa região concentra cerca de 75% dos vulcões ativos do mundo e aproximadamente 90% dos terremotos registrados globalmente.

Os principais fatores são:

1. Encontro de quatro placas tectônicas

O território japonês fica sobre a junção de quatro grandes placas:

  • Placa do Pacífico
  • Placa das Filipinas
  • Placa Euroasiática
  • Placa Norte-Americana (ou Placa de Okhotsk, segundo alguns modelos geológicos)

Essas placas estão em constante movimento, embora apenas alguns centímetros por ano.

2. Subducção

O fenômeno mais importante é a subducção, quando uma placa oceânica desliza para baixo de outra.

Durante esse processo:

  • As placas ficam "presas" devido ao atrito.
  • A pressão se acumula por anos ou décadas.
  • Quando a tensão supera a resistência das rochas, ocorre uma ruptura súbita.
  • Essa liberação de energia gera um terremoto.

É o mesmo mecanismo que pode provocar grandes tsunamis.

3. Milhares de terremotos por ano

O Japão registra cerca de 1.500 terremotos perceptíveis por ano. Na realidade, os sismógrafos detectam dezenas de milhares de pequenos tremores anualmente, mas a maioria é tão fraca que passa despercebida pela população.

4. Réplicas são comuns

Após um grande terremoto, é normal ocorrerem réplicas (aftershocks).

Esses novos tremores acontecem porque a crosta terrestre continua se ajustando após a ruptura principal. Algumas réplicas podem durar semanas, meses ou até mais de um ano.

5. O país é preparado para conviver com terremotos

Como não é possível impedir os terremotos, o Japão investe pesadamente em prevenção:

  • edifícios projetados para balançar sem desabar;
  • sistemas de alerta precoce que avisam a população segundos antes da chegada das ondas sísmicas;
  • treinamentos frequentes em escolas, empresas e comunidades;
  • rígidas normas de construção;
  • ampla rede de monitoramento sísmico.

Os terremotos podem ser previstos?

Apesar dos avanços científicos, não é possível prever com precisão quando um terremoto acontecerá.

Os cientistas conseguem identificar regiões de maior risco e estimar probabilidades ao longo dos anos, mas ainda não conseguem informar a data, o horário ou a magnitude exata de um futuro terremoto.

 

Essa combinação entre localização geográfica, encontro de placas tectônicas e intensa atividade geológica faz do Japão um dos países mais sísmicos do mundo, mas também um dos mais preparados para enfrentar esse tipo de desastre natural.

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