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TERRORISMO NA GRÉCIA- JULHO 2026
Por JOAO BISPO
Publicado em 16/07/2026 08:49
Crimes Horríveis

 

Em julho de 2026, a polícia antiterrorismo da Grécia prendeu três suspeitos apontados como envolvidos em uma série de ataques com bombas incendiárias contra imóveis ligados a integrantes do partido governista Nova Democracia (New Democracy). As prisões ocorreram após uma investigação iniciada depois dos atentados registrados em 1º de julho, na cidade de Tessalônica, no norte do país.

Os ataques tiveram como alvo as residências de políticos do partido. Nos dois primeiros casos, houve apenas danos materiais. Já o terceiro atentado foi muito mais grave: um artefato incendiário improvisado, feito com cartuchos de gás de camping, explodiu próximo a veículos estacionados em um prédio residencial. A explosão provocou um incêndio que matou Vagia Nestora, de 72 anos, mãe da ex-candidata parlamentar Afroditi Nestora. Outras quatro pessoas ficaram feridas, incluindo a própria política.

Segundo as autoridades, os presos são um homem de 29 anos, detido em Tessalônica, uma mulher de 26 anos, presa na ilha de Creta, e um terceiro homem acusado de esconder os dois suspeitos após o ataque. A polícia afirmou que eles estão ligados especificamente ao atentado que resultou na morte da idosa. As investigações continuam para identificar possíveis outros envolvidos e esclarecer a motivação exata dos ataques.

O primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, condenou os atentados e afirmou que as prisões representam uma resposta firme do Estado contra a violência política. Em discurso no Parlamento, ele declarou que levar os responsáveis à Justiça é "a resposta da democracia ao terrorismo".

 

A Grécia possui um histórico de violência política desde a década de 1970. Embora muitos dos antigos grupos extremistas tenham sido desmantelados, novas organizações continuam surgindo e, ocasionalmente, realizam ataques com explosivos e bombas incendiárias contra autoridades, prédios públicos e símbolos do Estado. Nos últimos anos, a maioria dessas ações causou apenas danos materiais, mas o caso de Tessalônica voltou a chamar atenção por resultar em uma morte e reacendeu o debate sobre o combate ao extremismo no país. 

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