O caso da jovem Mariana Tanaka Abdul Hak, de 20 anos, causou grande repercussão no Brasil por envolver uma morte trágica em circunstâncias ainda cercadas de dúvidas.
Mariana era filha do diplomata Ibrahim Abdul Hak Neto — assessor especial da Presidência da República — e da cônsul-adjunta brasileira em Buenos Aires, Ana Patrícia Abdul Hak. Ela morreu após ser atropelada por uma van em Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro.
O que aconteceu
O atropelamento ocorreu no sábado, 16 de maio, na esquina das ruas Vinicius de Moraes e Visconde de Pirajá, uma área movimentada de Ipanema.
Segundo imagens de câmeras e relatos de testemunhas:
Mariana sofreu traumatismo craniano e múltiplas fraturas. Ela foi levada ao Hospital Miguel Couto, mas morreu no dia seguinte. Sua mãe ficou ferida, recebeu alta e segue em recuperação.
Quem era Mariana
Mariana havia acabado de retornar ao Brasil depois de anos vivendo no exterior por causa da carreira diplomática dos pais. Ela estudou na Bélgica e na Itália e havia se formado recentemente em Administração. Segundo familiares, começaria a trabalhar em uma multinacional de cosméticos no Rio.
O pai afirmou que ela estava “no momento áureo da vida”, começando uma nova fase profissional no Brasil.
O motorista da van afirmou à polícia que:
Ele permaneceu no local, prestou depoimento e foi liberado inicialmente. Testes de bafômetro e drogas deram negativo.
O que ainda falta esclarecer
A investigação da Polícia Civil do Rio tenta responder pontos centrais:
1. Houve falha mecânica real?
Essa é a principal dúvida. A perícia analisa:
2. O motorista tentou desviar de um ciclista?
Testemunhas disseram que ele teria feito uma manobra brusca antes de subir na calçada. A polícia tenta confirmar essa dinâmica.
3. Por que não havia marcas de frenagem?
Policiais relataram ausência de marcas de freio no asfalto, o que levanta dúvidas sobre a tentativa de desaceleração do veículo.
4. O caso pode mudar de tipificação?
Inicialmente, o caso foi registrado como lesão corporal culposa no trânsito. Com a morte de Mariana, a investigação pode evoluir dependendo do resultado das perícias e da eventual identificação de negligência ou falha humana.
Repercussão
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou para o pai da jovem para prestar solidariedade.
O caso também gerou debate nas redes sobre:
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segurança viária,
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fiscalização de veículos de entrega,
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manutenção de vans elétricas,
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e riscos para pedestres em grandes cidades.