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41% DAS MULHERES TEM MEDO DE SAIR À NOITE
Por JOAO BISPO
Publicado em 11/05/2026 08:13
Notícia

O dado de que “41% das mulheres deixaram de sair à noite por medo” reflete uma realidade cada vez mais presente nas grandes cidades: o medo da violência está limitando a liberdade feminina. Embora pesquisas recentes tragam números diferentes dependendo da região e da metodologia, os levantamentos apontam para o mesmo cenário — milhões de mulheres mudam sua rotina por insegurança.

Uma pesquisa nacional do Instituto Patrícia Galvão  em parceria com o Locomotiva mostrou que 63% das mulheres brasileiras já desistiram de sair para lazer à noite por medo da violência. Além disso, 98% afirmam sentir medo em deslocamentos noturnos. 

Os relatos mais comuns envolvem:

  • assédio verbal;

  • perseguições;

  • importunação sexual;

  • furtos e assaltos;

  • medo ao voltar para casa sozinha.

O impacto vai muito além do lazer. Quando mulheres deixam de sair à noite, elas também:

  • evitam oportunidades profissionais;

  • deixam de frequentar cursos e universidades;

  • restringem a vida social;

  • mudam roupas, trajetos e horários;

  • vivem em estado constante de alerta.

A pesquisa também mostra que 91% das mulheres avisam alguém sobre o trajeto antes de sair, e quase todas adotam estratégias para tentar reduzir riscos. 

Esse cenário evidencia como a violência urbana afeta de forma desigual homens e mulheres. Enquanto para muitos sair à noite é um hábito comum, para grande parte das mulheres cada deslocamento exige cálculo, planejamento e medo.

O debate sobre segurança feminina hoje envolve:

  • melhoria da iluminação pública;

  • transporte mais seguro;

  • policiamento preventivo;

  • combate ao assédio;

  • políticas públicas voltadas à mobilidade das mulheres;

  • conscientização social sobre violência de gênero.

 

A liberdade de ir e vir deveria ser básica. Quando mulheres deixam de ocupar espaços públicos por medo, a cidade também deixa de ser plenamente delas.

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