A notícia de que a Terra entrou em alerta para três dias de tempestades solares classe G2 significa que cientistas estão monitorando a chegada de grandes quantidades de partículas e energia vindas do Sol, que podem interagir com o campo magnético do planeta nos próximos dias. O alerta atual indica que o fenômeno deve ocorrer aproximadamente entre 19 e 21 de março, após uma ou mais erupções solares que lançaram material na direção da Terra.
O que está acontecendo no Sol
O evento foi provocado por uma ejeção de massa coronal (CME) — uma gigantesca nuvem de plasma e campos magnéticos expelida pelo Sol durante uma explosão solar. Quando essa nuvem chega à Terra, ela pode perturbar a magnetosfera do planeta e gerar uma tempestade geomagnética.
Os modelos de previsão indicam que várias CMEs podem atingir a Terra em sequência, o que explica a expectativa de atividade por mais de um dia e a possibilidade de picos mais intensos.
O que significa “classe G2”
As tempestades geomagnéticas são classificadas em uma escala de G1 a G5:
Uma tempestade G2 (moderada) pode causar alguns efeitos tecnológicos, como:
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pequenas interferências em satélites e GPS,
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alterações em comunicações de rádio,
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possíveis alertas ou ajustes em redes elétricas em altas latitudes,
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aumento do arrasto em satélites de órbita baixa.
Normalmente não representa perigo direto para as pessoas na superfície da Terra.
Possíveis efeitos visíveis
Um dos efeitos mais famosos é o aumento das auroras (luzes do norte e do sul), que podem aparecer mais ao sul do que o normal quando a atividade geomagnética aumenta.
Existe risco de ficar mais forte?
Sim. Alguns especialistas indicam que há chance de picos chegando à classe G3, caso as ejeções solares atinjam a Terra com maior intensidade do que o previsto.