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MULHERES CRIMINOSAS: ELIZABETH BÁTHORY
Por Susi Hellen Spindola
Publicado em 12/03/2026 09:22
Crimes Horríveis



Elizabeth Báthory (1560–1614) foi uma nobre húngara conhecida como “A Condessa de Sangue”. Ela ficou famosa por ser acusada de assassinar e torturar um grande número de jovens mulheres no final do século XVI e início do XVII. Seu caso é um dos mais famosos da história europeia envolvendo crimes atribuídos a uma figura aristocrática.
Origem e posição social
Elizabeth nasceu em 7 de agosto de 1560, em uma poderosa família nobre do Reino da Hungria.

• Era membro da influente família Báthory, ligada à alta aristocracia da Europa Central.

Casou-se com o conde Ferenc Nádasdy, um comandante militar conhecido por lutar contra o Império Otomano.

Após o marido passar longos períodos em campanhas militares (e morrer em 1604), Elizabeth administrava os castelos e propriedades da família.

O principal local associado aos crimes foi o Castelo de Čachtice, na atual Eslováquia.

Os crimes atribuídos a ela
Entre 1590 e 1610, surgiram denúncias de que Elizabeth torturava e matava jovens mulheres, principalmente servas camponesas que trabalhavam em seu castelo.
Testemunhos coletados na investigação afirmavam que ela:

• Espancava meninas até a morte

• Queimava ou mutilava vítimas

Usava agulhas, facas e instrumentos de tortura

Deixava prisioneiras morrerem de fome ou frio

• Castigava severamente qualquer erro no trabalho doméstico

Alguns relatos também mencionam que ela mordia a carne das vítimas ou as cortava com lâminas.
Número de vítimas

Testemunhos falam de dezenas de mortes confirmadas.

• Algumas declarações da época alegavam mais de 600 vítimas, número registrado em um suposto diário citado durante a investigação.

No entanto, historiadores modernos consideram esse número provavelmente exagerado.
O mito do banho de sangueUma das histórias mais famosas diz que Elizabeth banhava-se no sangue de jovens virgens para manter a juventude.
Contudo:

Não há evidências sólidas contemporâneas dessa prática.

Essa narrativa apareceu décadas depois, possivelmente como exagero ou propaganda.

Mesmo assim, essa lenda ajudou a transformá-la em uma figura quase vampiresca no imaginário popular.
Investigação e prisãoEm 1610, o palatino da Hungria, György Thurzó, recebeu diversas denúncias.
Ele invadiu o castelo e afirmou ter encontrado:

meninas mortas

prisioneiras gravemente feridas

evidências de tortura

Servos da condessa foram interrogados sob tortura e confessaram participação nos crimes.
Julgamento e sentençaElizabeth Báthory nunca foi julgada em tribunal público, provavelmente para evitar escândalo envolvendo uma família nobre poderosa.
Em vez disso:

Seus quatro cúmplices foram julgados e executados.

Ela recebeu uma punição especial.

SentençaEla foi condenada à prisão perpétua domiciliar no castelo de Čachtice.
Segundo relatos históricos:

foi emparedada dentro de um quarto do castelo

havia apenas pequenas aberturas para comida e ar

ficou isolada do mundo

MorteElizabeth Báthory morreu em 21 de agosto de 1614, aos 54 anos, após cerca de quatro anos de confinamento.

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