De tempos em tempos surge nas redes uma teoria dizendo que grandes escolas de samba fariam “rituais secretos” antes dos desfiles — envolvendo simbolismos, espiritualidade e supostos pactos para garantir vitória no Carnaval.
Mas o que é fato e o que é fantasia?
️♂️ O que a teoria diz?
Segundo essa narrativa conspiratória:
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Existiriam cerimônias fechadas antes dos desfiles.
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Alegorias e fantasias teriam “símbolos ocultos”.
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Vitórias seriam resultado de “acordos espirituais”.
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Integrantes fariam ritos secretos longe do público.
Essas histórias costumam ganhar força quando um desfile traz temática afro-religiosa ou mística.
A realidade por trás disso
Escolas de samba são organizações culturais profundamente ligadas às raízes afro-brasileiras. Muitas comunidades têm vínculos com religiões como Candomblé e Umbanda — que fazem parte da história do samba.
É comum que:
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Haja oração antes do desfile.
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Integrantes peçam proteção espiritual.
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Seja feita uma bênção simbólica da bateria ou da escola.
Isso, porém, é prática religiosa ou cultural — não “ritual secreto” conspiratório.
Grandes escolas como a Gaviões da Fiel, Beija-Flor ou Mangueira já levaram para a avenida enredos sobre orixás, ancestralidade e espiritualidade afro-brasileira — o que às vezes é interpretado de forma sensacionalista por quem não conhece o contexto cultural.
️ Por que essas teorias surgem?
Alguns fatores que alimentam esse tipo de narrativa:
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Preconceito religioso
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Desinformação sobre culturas afro-brasileiras
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Estética simbólica forte dos desfiles
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Tendência humana de associar sucesso a algo “oculto”
Quando um desfile impressiona visualmente ou ganha muitos títulos, surge a tentativa de explicar isso como algo misterioso — em vez de resultado de trabalho, investimento e criatividade.
⚠️ Importante
Não há qualquer evidência séria ou comprovada de “rituais secretos” para manipular resultados do Carnaval.
O julgamento das escolas é feito por jurados com critérios técnicos claros:
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Samba-enredo
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Harmonia
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Bateria
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Alegorias
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Evolução
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Comissão de frente