Ouvir rádio

Pausar rádio

Offline
6 DE FEVEREIRO- DIA DA TOLERÂNCIA ZERO À MUTILAÇÃO GENITAL FEMININA
Por Susi Hellen Spindola
Publicado em 06/02/2026 07:40
Data Comemorativa..

O Dia Internacional da Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina, celebrado em 6 de fevereiro, é uma data criada pela ONU para chamar a atenção do mundo para uma violação grave dos direitos humanos de meninas e mulheres — e reforçar o compromisso global de acabar com essa prática.

O que é a Mutilação Genital Feminina (MGF)

A MGF envolve procedimentos que removem parcial ou totalmente os órgãos genitais externos femininos, ou causam lesões nessa região, sem nenhuma justificativa médica.
Ela é praticada, sobretudo, por razões culturais, sociais ou religiosas, embora não seja exigida por nenhuma religião.

Por que é tão grave

A MGF causa impactos profundos e duradouros, como:

  • Dor intensa e risco de infecções graves

  • Complicações no parto e na saúde reprodutiva

  • Problemas psicológicos, como ansiedade, depressão e TEPT

  • Em casos extremos, morte

Além disso, a prática reforça desigualdades de gênero, controle sobre o corpo feminino e viola direitos fundamentais como o direito à saúde, à segurança e à integridade física.

Onde ainda acontece

A mutilação genital feminina ocorre principalmente em partes da África, Oriente Médio e Ásia, mas também pode atingir comunidades migrantes em outros países. Estima-se que mais de 200 milhões de meninas e mulheres vivas hoje tenham sido submetidas à prática.

O objetivo da data

O 6 de fevereiro serve para:

  • Conscientizar sobre os danos da MGF

  • Apoiar sobreviventes

  • Fortalecer leis e políticas públicas

  • Estimular educação e diálogo comunitário

  • Envolver homens, líderes comunitários e religiosos na erradicação da prática

Um compromisso global

Eliminar a mutilação genital feminina é uma das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especialmente no combate à violência contra mulheres e meninas.

 

Tolerância zero significa isso mesmo: nenhuma justificativa cultural pode se sobrepor aos direitos humanos e à dignidade.

Comentários